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O mal maior: o atual pêndulo brasileiro

20 de junho de 2018

O atual pêndulo brasileiro balança entre o fascismo e o anarquismo. O movimento na direção do primeiro é intencional, em relação ao segundo é consequência de um mínimo de reação que o movimento do primeiro provoca. Os que semeiam o fascismo tem no estúpido e esquálido Jair, deputado do Rio e candidato a presidente a sua representação máxima e em Moro e Barroso (com outros do STF), os operadores na Justiça (o Poder mais fascista) e na Globo (toda ditadura começa nas mentiras da mídia – palavras livres do Papa Francisco) os consolidadores de um país para “as pessoas de bem”, eufemismo de sonegadores (no amplo sentido).

Não fosse o custo social (Porto Alegre tem, desde 2016, moradores de rua, vendedores de rua e assaltantes de rua em número nunca vistos), que se espalha por todo o canto, seriam tempos interessantes, se o prisma fosse assistir  as “soluções” que os fascistas acreditam portar. Enjaular crianças? Por aí e muito mais, apenas no campo social. No econômico, como já dissemos, Marina, Meirelles e Alckmin são um só. O Jair, quando se manifesta neste campo é apenas o último dos quadrigêmeos que Belzebu gerou para estas eleições.

É no campo da anarquia que trato como reação mínima ao fascismo, que alguns situam as “consequências” da liberdade de Lula. Aqui, onde essa semana ainda temos especulações, poderá, a partir da próxima semana estar a “regência” deste gigantesco Brasil, ou seja: um país anárquico. O país é complexo, já falamos disso. O que não cansamos de repetir é que mexer nas engrenagens como as operações midiáticas fizeram, não poderia passar impune. Destruir é fácil. Lugar comum? Pois é. Mas crer que esses arquitetos do fascismo da “República de Curitiba” poderiam construir um “novo” Brasil, é atitude pior que a de demônios.

Prefiro a “anarquia” de Lula ao fascismo de agora, que sempre pode e irá piorar as condições de vida. Quando digo que prefiro é porque o mercado, essa instituição que os “republicanos de Curitiba”, endeusam é o pior dos demônios. Vejam, o mercado enquanto instituição. Quando damos as instituições peso maior do que ao ser humano…”o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”.

O próximo presidente será impichado, disse o economista Delfim Netto. Essa é a síntese do sistema político que produzimos, acrescenta o ex-deputado e ex-ministro. Pior, acrescento agora é que os políticos, especialmente os que cultivam boas intenções, escolheram, ao longo da recente história, os piores “parceiros”: o Ministério Público, parte do Judiciário e em alguns casos até a mídia. O meu partido demorou demais para condenar os Golden Boys de Curitiba.

Bom, sem esgotar o tema, se realmente as palavras do advogado de Lula, José Roberto Batochio se cumprirem e ao raiar “no horizonte o sol da liberdade para que tenhamos a oportunidade de fazer eleições democráticas no nosso País”, o gigante poderá voltar a um movimento que não seja apenas o pendular entre fascismo e anarquismo. Mas, parece que as pessoas que gostam de “ordem e progresso”, gostam menos do que eu que sempre fui um tanto anárquico. Até a próxima.

 

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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