O pai é insubstituível na formação da criança. - Agora Já -

O pai é insubstituível na formação da criança.

9 de março de 2018

Para um desenvolvimento emocional positivo e seguro dos filhos que os auxilie a lidar bem com as diversas situações da vida é importante crescer em um lar no qual pai e mãe estejam presentes e ofereçam apoio incondicional, conforto e proteção.

Nesse contexto, o papel da mãe já costuma ser percebido e valorizado pela sociedade, mesmo porque a mulher naturalmente se vincula com os filhos desde a gestação. Nos dias atuais nossa cultura ainda coloca sob a responsabilidade da mãe os cuidados com os filhos. O amor materno como todos sabem é essencial para a vida e o desenvolvimento de qualquer criança. Para alguns homens este é um processo que precisa ser construído através de um desejo consciente de aproximação aos filhos desde pequenos.

Mas como fica o papel do pai? Embora seja comum que muitas mães criem seus filhos sozinhos e sejam bem sucedidas nessa tarefa nada fácil, o pai tem sim um papel fundamental na formação da personalidade da criança que ajuda a desenvolver algumas características que transcorrem até a fase adulta. E nenhuma pensão alimentícia substitui esse papel.

Independente da visão atual que a sociedade ainda tenha sobre a representação da figura paterna é importante ficar claro que sua presença é fundamental para o desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico da criança. Os méritos das mães são na maioria das vezes inquestionáveis, mas em muitos casos é inegável que a figura paterna representa autoridade e disciplina para os filhos. E essa presença é de certa forma responsável por ajudar a criança a se separar da ligação primária de dependência exclusiva da mãe para que ela possa descobrir novas relações, se tornando mais independente e tenha mais autonomia sobre si mesma.

Mesmo que a rejeição do pai possa ser algo mais frequente do que a materna, a influência negativa, mesmo que tardia, pode ser inevitável e em certos casos irreversíveis. Existem estudos que mostram que as crianças sentem a rejeição como se ela realmente fosse uma dor física. As partes do cérebro ativadas quando uma criança se sente rejeitada são as mesmas que se tornam ativas quando ela se machuca, com uma diferença: a dor psicológica pode ser revivida por anos, levando à insegurança, hostilidade e tendência à agressividade. A boa notícia é que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contrário na formação da personalidade do filho: o filho cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer ligações afetivas muito mais facilmente na vida adulta.

Os Conselheiros ressaltam sobre a importância do pai e que a presença do mesmo jamais poderá ser delegada ou compensada por bens materiais (brinquedos, roupas, quartos espaçosos, viagens e outros). Mais tarde, os filhos adolescentes buscam na figura tanto materna como paterna um modelo para se identificar. A complementaridade do pai e da mãe, a capacidade de definirem em conjunto a educação dos filhos, possibilitará um modelo de crescimento saudável, com uma base estrutural para que cada filho seja um adulto maduro e cada vez mais feliz.

 

Paola Ramos

Coordenadora Conselho Tutelar Panambi/RS


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