O paneleiro insensato - Agora Já -

O paneleiro insensato

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6 de abril de 2017
Muitas vezes fui “admoestado” de que boa parte dos meus textos eram um tanto quanto denso para um jornal. Primeiramente, é preciso dizer que escrever para mídias mais abrangentes como jornais, revistas ou para sites é escrever para um número maior de pessoas, se, comparado a periódicos científicos, mas ainda assim, um público muito menor do que os que assistem televisão. A questão não é apenas numérica, é, de certa forma de diferença de perfil, sobretudo o socioeconômico. Dito de outra forma, em tese, seria um público “mais exigente”.

Esse público, “mais exigente”, acaba sendo, responsável, por traduzir para os demais cidadãos informações, ideologias que ele “compra” do único meio midiático disponível: no Brasil a Rede Globo no Rio Grande do Sul a RBS. Uma vez “manifesto”, “espelhado” no paneleiro (e aqui começo a identificar ideologicamente o grupo que se tornou majoritário no meio), o “populacho”, como quer o paneleiro, acaba tendo a “certeza” do que o que ele “vê na TV” é a verdade.

E o que o paneleiro fez? Ele “descobriu” entre 2013 e 2014 que havia uma chaga chamada corrupção. Ele saiu dizendo que havia algo grave chamado de “pedaladas fiscais”. Os que sabem o que são “políticas”, estão até hoje tentando entender o tema “fiscal”, partindo do pressuposto que saibam o que são pedaladas. E aí vem toda aquela coisa: aperta a mão do Bolsonaro, faz selfie com Moro, acredita que Dória é aquilo, imita não só o ancora da Globo, mas vomita o que diz a “Urubóloga” e por aí vai.

Aí vem a conta. Desemprego, queda na renda, no produto, a terceirização (que ele ainda irá entender na “carne fraca” o que é) e a Reforma da Previdência, a qual até aqui só vi o Perondi defender. Daí o barulho das pelas cessam e os caras até te cumprimentam na rua com um sorrisinho envergonhado. Embora não tenha muita esperança, na humanidade, mas juntando um pouco de fé e o dever de ofício (que alguns traduzem por amor) acho que sempre é válido aprender com o proverbio que louvo conhecimento. Afinal, “todo homem prudente age com base no conhecimento, mas o tolo (paneleiro) expõe a sua insensatez”.

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
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Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta

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