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O que devemos fazer em 2018!

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28 de dezembro de 2017

A questão não é especular se 2018 será melhor do que o ano findo, este, moribundo desde meados de 2016. O importante é saber e fazer o que é necessário para que 2018 seja o inicio da superação dos efeitos do golpes políticos que nós latinos sofremos nos últimos anos. Falo do Paraguai, Chile, Argentina, Brasil.

Penso que o recente manifesto, inspirado nas comemorações dos 500 anos das teses reformistas de Martinho Lutero, feito pelo  New Weather Institute e o movimento Rethinking Economics, contendo as 33 Teses para a Reforma da Economia é um belo exemplo do que precisa ser feito. Entre as teses temos que: 1) O objetivo da economia deve ser decidido pela sociedade. Nenhuma meta econômica pode ser separada da política. Os indicadores de sucesso representam opções política; 2) Todos os mercados são criados e moldados por leis, costumes e cultura, e são influenciados pelo que os governos fazem e pelo que eles não fazem; 3) A maior parte do dinheiro novo que circula na economia é criada pelos bancos comerciais, a cada vez que concedem um novo empréstimo e 4) O modo como o dinheiro é criado afeta a distribuição da riqueza na sociedade. E isto é uma  questão política, e não meramente técnica.

Se entendermos que estamos diante de um problema político, de economia política, a única economia que existe. Então, já teremos ideia de onde deve ser travada a luta de 2018. Querem uma opinião técnica? Aqui está. É minha, mas também é do New Weather Institute e tantos outros que sabem que o “mundo real” é o das decisões políticas que a tudo e a todos afetam.

Os irmãos argentinos que nos legaram o papa Francisco com claras demonstrações de preocupação e ações para diminuir o sofrimento dos oprimidos no mundo todo, estão, na luta pelos direitos trabalhistas e previdenciários que estão sob ataque do governo Macri, nos dando um belo exemplo de quando e porque se deve resistir.

E já que citamos um luterano e um católico que tanto fizeram e fazem pelo bem comum, termino com um batista. O negro Martin Luther King Júnior disse certa vez que “cada passo rumo à meta da justiça requer sacrifício, sofrimento e luta, requer os esforços incansáveis e o interesse apaixonado de indivíduos dedicados. Sem esforço persistente, o próprio tempo torna-se um aliado das forças insurgentes e primitivas do emocionalismo irracional e da destruição social”. É chegada a hora da ação vigorosa e positiva. Não é hora para a apatia e a complacência que caracterizou 2017.

 

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
(55) 3321 1300 – 1314 
Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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