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O que sei

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6 de fevereiro de 2017
Ultimamente alguns, não a grande mídia, em levantando que uma das missões da Lava Jato é redentorista, messiânica e de purificação dos atos e costumes políticos e empresariais no País. É nesse ponto, que a operação flerta com o fundamentalismo. Ampara-se no velho bordão que justificou tantas atrocidades mundo afora: os fins justificam os meios.
Foi assim com a Inquisição. É assim em Guantánamo. Paradoxalmente, é a mesma base que impulsionou os criminosos do mensalão e do petrolão. Seria uma espécie de “vale-tudo” para se dar bem. E, por outro lado, um “vale-tudo” para fazer o bem.
Após o golpe de 1964, o Reitor Emérito do então Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, David Malta do Nascimento, interrompeu em abril, daquele ano, o pedido de oração feito pelo presidente da Convenção Batista Brasileira, para o qual “Deus tinha dado uma benção ao Brasil, livrando-o do grande perigo do comunismo”. Ao que Malta respondeu: – “Senhor Presidente, eu não sei o que está acontecendo no Brasil. Eu não sei se é a mão de Deus. O que eu sei é que as prisões estão cheias, há perseguição por toda parte. Senhor Presidente, eu não posso participar dessa oração!”
Trago um exemplo, do meio batista, religião tão contraditória em termos histórico-político – obviamente, não uma exceção no meio religioso, porque um dos principais expoentes da Lava Jato, também é batista e tem feito o mesmo triste apelo “salvacionista”.

O que eu sei sobre a Lava Jato vai além do que os fins justificam os meios. O que sei é que se o mundo passa por uma grande crise, fruto de um rentismo sem medida, no Brasil, após a operação temos um saldo muito negativo em termos de renda e emprego com a “caçada” às empresas nacionais. Infelizmente os custos altíssimos do desemprego parecem não sensibilizar estes arrogantes que, ao que parece, nunca procuraram conciliar a mensagem do Evangelho com as demandas de nossa sociedade. Ao contrário, suas obras, negam a fé.

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593


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