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O ronco da fome

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26 de abril de 2018

Para um “mundo” onde as discussões giram em torno de certas intolerâncias alimentares, fica, muito estranho, falar em fome. Se em algum momento o ronco foi sentido ele era do sono depois de uma mesa fartada. Todavia, até para certos círculos, onde a fome jamais foi sentida, a falta, ou a baixa renda que o momento novamente nos impõe, deixa sim marcas e torna as opções alimentares mais dependentes da renda do que da saúde.

Segundo a ONU, entre 2003 e 2010 24 milhões de brasileiros deixaram a linha extrema da pobreza e a queda da subalimentação no mesmo período foi de 82%. Esses números foram fortemente influenciados por programas estruturais como os voltado para a agricultura familiar, responsável por 70% dos alimentos consumidos no país.

Programas como o Mais Alimentos tiveram enorme impacto em cidades como Panambi, Santa Rosa, Horizontina, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul, se observados apenas sob a ótica da geração de emprego e renda no setor industrial. Portanto, em muitas regiões o efeito multiplicador dos programas foi muito além do resultado direto no setor primário, pela ótica da produção e do consumo das famílias através de outras iniciativas para a distribuição de renda, a merenda escolar, o consumo de instituições como hospitais, abrigos, presídios…

O cenário atual que projeta um triste retorno ao mapa da fome é resultado direto da opção política que os retardados morais impuseram ao país. Usaste amarelo desde 2013 e fostes guiados pelos lavajateiros de Curitiba? Guiados por aqueles que se não bastasse o adultério das testemunhas, também adulteraram provas? Pois é. Depois daquilo tivemos o congelamento por 20 anos dos gastos públicos em áreas essenciais, uma reforma trabalhista que agora começam a ser percebidos os drásticos efeitos para o trabalhador, uma indústria nacional destruída, as riquezas entregues aos americanos e uma série de desgraças que você já nem lembrava mais que existia.

Pobre pato amarelo. Acreditou na globo, em Curitiba, diz que não tem político de estimação, mas votou no Sartori, não “lembra” que votou no Mineirinho. A sorte é que no Brasil você já não é mais maioria. Talvez, nunca tenha sido. Aliás, isto nos enche de esperança a tal ponto de que em tom de “vacina”, ando confessando que não sou um otimista. Mas, como pessimistas não escrevem e realistas não existem, talvez a fé, a esperança e o amor sejam de fato a última fronteira.

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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