Pai e madrasta de Bernardo foram condenados a mais de 30 anos de prisão pelo crime cometido ha cinco anos em Três Passos. - Agora Já -

Pai e madrasta de Bernardo foram condenados a mais de 30 anos de prisão pelo crime cometido ha cinco anos em Três Passos.



O Juri de um dos mais bárbaros crimes já cometidos na região Noroeste RS durou uma semana, as penas somadas ultrapassaram os 100 anos de prisão.

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15 de março de 2019

O Juri de um dos mais bárbaros crimes já cometidos na região Noroeste RS durou uma semana, as penas somadas ultrapassaram os 100 anos de prisão.

 

Chegou ao final o júri do “Caso Bernardo” realizado no município de Três Passos. A Juíza Dra. Sucilene Engler, proferiu a sentença que condenou os quatro acusados pelo homicídio do menino Bernardo Uglione Boldrini, ocorrido no dia 04 de abril de 2014 cujo corpo foi ocultado em uma mata no interior de Frederico Westphalen.

Juíza Dra. Sucilene Engler

 

Os réus receberam sentenças distintas de acordo com o grau de reprovabilidade pelos atos praticados no crime que, com certeza é um dos mais hediondos já registrados na Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.

Confira as sentenças:

Leandro Boldrini:

33 anos e 08 meses de reclusão. Mais multa. Sendo 30 anos e 8 meses por homicídio, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica.

Graciele Ugulini:

34 anos e 07 meses de reclusão. Mais multa. Sendo: 32 anos e 8 meses por homicídio e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver.

Edelvânia Wirganovicz:

23 anos de reclusão. Mais multa. Sendo: 21 anos e 4 meses pelo homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

Evandro Wirganovicz:

09 anos e 06 meses de reclusão em regime semiaberto por homicídio.

Mais sobre o caso (*com informaçõs do TJ-RS)

Para o Ministério Público, Leandro Boldrini foi o mentor intelectual do crime. Ele e a companheira Graciele Ugulini não queriam dividir com Bernardo a herança deixada pela mãe dela,  Odilaine  (falecida em 2010), e o consideravam um estorvo para o novo núcleo familiar. O casal  ofereceu dinheiro para Edelvania Wirganovicz ajudar a executar o crime.

Bernardo, não sabendo do plano, aceitou ir, em 4 de abril de 2014, até Frederico Westphalen com  a madrasta para ser submetido a uma benzedeira. O menino acabou morto por uma superdosagem de Midazolan, medicação de uso controlado. Seu corpo foi enterrado na cova vertical, aberta por Evandro Wirganovicz.

Depois de matar e enterrar o filho, para que ninguém descobrisse o crime, Leandro Boldrini fez um falso registro policial do desparecimento de Bernardo.

Defesa

Leandro Boldrini negou participação no assassinato do filho e acusou a ex-companheira e a amiga dela de planejarem a execução. O médico admitiu ser um pai ausente, por conta da dedicação ao trabalho.

Graciele assumiu a culpa, mas sem a intenção de matar. Disse que o menino levou Bernardo à Frederico Westphalen naquela tarde e que, no caminho  o menino ficou agitado e precisou ser medicado.  Como ele continuou em surto, a madrasta, que estava dirigindo,  mandou que Bernardo ingerisse mais remédio  (Midazolan).

Quando se encontraram com Edelvania, o menino estaria desacordado e sem pulso. As duas entraram em desespero e a Assistente Social tentou levá-lo ao hospital, mas a madrasta não deixou.

A versão de Edelvania é de que foi coagida e ameaçada por Graciele. A madrasta, por sua vez, alega que a convenceu ¿em nome da amizade delas. Foi Edelvania quem indicou o local onde Bernardo seria enterrado, próximo à casa da mãe dela.

O carro de Evandro foi visto nas proximidades no mesmo dia em que as duas teriam comprado as ferramentas para cavar o buraco e adquirido o Midazolan com receita assinada por Leandro Boldrini. Evandro alega que estava de férias pescando no local.

Foram ouvidas 15 testemunhas,  que ficaram incomunicáveis até o fim dos seus depoimentos, entre estas duas delegadas de polícia.

O Conselho de Sentença presidido pela Juíza Dra. Sucilene Engler, foi formado por sete pessoas da comunidade de Três Passos. A escolha que precedeu a formação do Tribunal do Juri ocupou toda a manhã de segunda-feira(11), sorteou cinco homens e duas mulheres entre 50 cidadãos que foram convocados, 25 titulares e 25 suplentes.

Atuaram no Ministério Público os Promotores de Justiça: Dr. Ederson Vieira, Dr. Bruno Bonamente e Dra. Silvia Jappe.

Atuaram na defesa dos réus, os advogados: Dr Rodrigo Vares(Leandro Boldrini); Dr. Vanderlei Pompeo de Mattos(Graciele Ugulini); Dr. Gustavo Nagelstein e Dr. Jean Severo(EdelvâniaWirganovicz) e Dr. Luiz Geraldo Gomes(Evandro Wirganovicz).

Após o encerramento do julgamento, do lado de fora do Foro da Comarca de Três Passos, o povo aplaudiu os Promotores de Justiça e, um grupo de pessoas se dirigiu, em caminhada rezando até a casa onde residiram os Boldrini e fora montado um memorial a Bernardo, com cartazes, flores e placas e retiraram o aparato do local. Uma das manifestantes, que se identificou como professora de Bernardo disse que achou a pena pequena para o crime, mas se consolou porque finalmente Bernardo vai ter descanso de sua alma, a justiça fora feita e seus algozes estão todos presos e condenados.

 

Com informações e Fotos do Portal Folha do Noroeste.com.br.


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