Pavon ganha sobrevida no Grêmio ao ser improvisado na lateral direita; veja a opinião de referências da posição - Agora Já -

Pavon ganha sobrevida no Grêmio ao ser improvisado na lateral direita; veja a opinião de referências da posição



Argentino já foi utilizado na posição em três ocasiões na temporada de 2026

Foto: Pavon jogou improvisado nos enfretamentos que o Grêmio teve contra o Juventude. Lucas Uebel / GRÊMIO FBPA
18 de fevereiro de 2026

Criticado durante a temporada de 2025, Pavon ganhou uma nova oportunidade com o técnico Luís Castro no começo deste ano. Contratado como alternativa para as pontas, o argentino tem atuado em uma nova posição, quando o português o solicita.

Nas 11 partidas em que o Tricolor jogou em 2026, o atacante foi improvisado na lateral-direita para deixar a equipe mais ofensiva em situações específicas. Contra o Juventude (na fase classificatória e na semifinal do Gauchão) e contra o São Paulo, pelo Brasileirão, Pavon foi alternativa a João Pedro no segundo tempo.

— No caso do Grêmio, a ideia do Pavon jogar na lateral nasce diante de uma dificuldade do elenco na posição. Ele é um jogador com uma boa noção de marcação, além de ser dedicado taticamente. O ponto a partir disso é que o Pavon só pode ser utilizado como um lateral que joga aberto, que dá amplitude. Não o que vem para dentro e se torna um construtor, que é o que o Luís Castro vem fazendo, principalmente quando joga o Marcos Rocha. Com Pavon, o Tetê vai precisar fazer os movimentos para dentro deixando o lado para o argentino — analisa Cristiano Munari, comentarista da Rádio Gaúcha.

Falta de hábito

Ao improvisar um jogador na posição, no entanto, Luís Castro pode sofrer com a falta de hábito de Pavon atuar pelo lado direito defensivo. Além disso, a decisão pode não pegar bem internamente com o grupo de jogadores, conforme alertado por Anderson Lima, ex-lateral do Grêmio e campeão da Copa do Brasil com a equipe em 2001.

— Ele é opção pela virtude ofensiva que pode dar ao time quando o Grêmio necessitar. Tendo dois jogadores da posição, não vejo como ele começar uma partida. Isso acaba desvalorizando o lateral de origem. Vejo que ele pode ter dificuldades com a marcação e com a recomposição na linha de quadro. O atleta precisa se adaptar, principalmente na parte tática. Ele tem que entender que não dá para apoiar sem a bola, com o prejuízo de tomar o contra-ataque — pontua.

“Tem a cara do Grêmio”

A ineficiência ofensiva de Pavon ficou marcada no último dia 11, quando completou um ano sem marcar gol com a camisa gremista. Ainda que tenha sofrido críticas por isso, o atacante vem sendo reconhecido por sua aplicação defensiva e pela entrega em campo.

— Os maiores riscos, claro, são defensivos. No último terço, ele vai bem. Ele é um jogador que tem a cara do Grêmio e se entrega. Se ele fosse vaidoso, não cumpriria essa nova função. Acho que os torcedores têm que ter um olhar diferente para atletas assim — ressalta Edilson, campeão da Libertadores com o Grêmio em 2017, que completou:

— É normal que ele tenha dificuldade para se adaptar. Toda nova função você tem que entender o que precisa fazer. Antes, a obrigação dele era atacar. Na lateral, primeiro você deve defender bem o setor e depois chegar ao ataque com qualidade quando os espaços aparecerem.

A sobrevida de Pavon pode ganhar mais um episódio no próximo domingo. Com a possibilidade de Amuzu desfalcar a equipe por problemas com o visto de trabalho, o argentino pode iniciar o confronto contra o Juventude como titular na decisão por uma vaga na final do Gauchão.

Fonte : GZH 
Foto : Lucas Uebel / GRÊMIO FBPA

 


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