Petrobras eleva em 4% preço da gasolina nas refinarias - Agora Já -

Petrobras eleva em 4% preço da gasolina nas refinarias



Aumento passa a valer a partir desta quinta-feira

28 de novembro de 2019

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira, o reajuste de 4% da gasolina na refinaria, que passa a valer a partir desta quinta-feira. O preço do óleo diesel permanece inalterado. De acordo com uma fonte, o aumento foi de R$ 0,074. A estatal só informa o porcentual de reajuste. Com essa alta, o valor de entrega passa a variar de R$ 1,750 em Goiás a R$ 2,312 no Rio de Janeiro.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) reclama de defasagem em relação ao mercado internacional, principalmente, do preço do diesel. A maior pressão, segundo o presidente da entidade, Sérgio Araújo, parte do câmbio. “O aumento não foi suficiente para chegar na paridade internacional e o diesel, que já estava muito defasado, agora está ainda mais, com a alta do dólar. A expectativa era que ele também sofresse aumento. Como não aconteceu, a importação continua inviabilizada.”

Efeito

A manutenção do alinhamento dos preços da Petrobras aos do mercado externo tem efeito direto no plano da estatal de se desfazer de oito refinarias, um dos principais ativos inseridos no seu programa de desinvestimento. A lógica é que, se não houver clareza e transparência na política de preços praticada no Brasil, nenhum investidor vai querer se aventurar nesse mercado. Caso contrário, ficará à mercê da vontade da Petrobrás, que, ao baixar seus preços obriga a concorrência a fazer o mesmo, ainda que isso signifique prejuízo.

Na mesma linha de pensamento, o mercado financeiro se preocupa também se os valores praticados pela empresa são realistas ou se a empresa, como fez no passado, está atendendo aos interesses do governo e segurando reajuste, seja para conter a inflação ou agradar a um segmento de consumidores, como o de caminhoneiros. O uso da Petrobrás como ferramenta política foi uma prática recorrente na gestão petista, que contribuiu para enfraquecer o caixa da empresa.

A contenção dos preços dos combustíveis afeta também o segmento importador, que adquire o combustível em dólar e pelo valor negociado em Bolsa. Se a Petrobras não acompanha o mercado externo, consegue ser mais competitiva e derruba os importadores.

 

*Fonte: Correio do Povo / Foto: Steferson Faria / Agência Petrobras 


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