Pimentel diz que país tem "robustez fiscal" para crescer 4% em 2013 - Agora Já -

Pimentel diz que país tem “robustez fiscal” para crescer 4% em 2013

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1 de novembro de 2012
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que o país tem “robustez fiscal” para crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda as riquezas produzidas no país, em 2013. A Lei de Diretrizes Orçamentárias apresentada ontem prevê crescimento do PIB de 4,5%
“E isso não é um desejo do governo, mas uma previsão consolidada de vários organismos internacionais, inclusive o próprio FMI (Fundo Monetário Internacional). Temos robustez fiscal suficiente para garantir esse crescimento”, disse, após participar de reunião de balanço do Plano Brasil Maior, no Palácio do Planalto
Pimentel também comentou o atual patamar do câmbio, de R$ 2 para US$ 1, disse que é confortável para a economia brasileira e que o governo está empenhado em mantê-lo. “O Banco Central tem agido de forma correta no sentido de manter o patamar do câmbio brasileiro num patamar muito mais confortável do que foi no ano passado, quando chegou a R$ 2,50, a R$ 2,60 (para cada dólar). Hoje, com R$ 2, dá mais conforto”, disse. Pimentel acrescentou que o Banco Central só atua no câmbio usando as regras de mercado e atuará para manter o atual patamar sempre que houver ataques à moeda brasileira.
O ministro participou, até o início da tarde, de reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) com a presença de ministros e empresários para apresentação do balanço do Plano Brasil Maior, lançado em agosto de 2011. De acordo com o ministro, a avaliação é positiva e tanto o governo quanto os conselheiros do setor privado consideram que o conjunto de medidas do plano estão na direção correta.
“Foi oportuno o anúncio no momento de agravamento da crise na Europa. O Brasil Maior não é um plano de enfrentamento da crise, mas de recuperação de competitividade. No entanto, teve efeito muito positivo no enfrentamento da crise internacional”, explicou.
Durante a reunião, os empresários pediram aos ministros, entre eles o da Fazenda, Guido Mantega, que estenda a validade do Reintegra, que prevê a devolução de impostos equivalente a até 3% das receitas de exportadores de produtos manufaturados, e que irá terminar no próximo dia 31 de dezembro.
Os empresários querem que a ampliação também a validade do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que vence na mesma data. Pimentel respondeu que o governo irá estudar o pedido.
O setor privado também manifestou preocupação com as mudanças preparadas pelo governo para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com o objetivo de acabar com a guerra fiscal entre os estados. Eles temem perder os incentivos de redução de impostos oferecidos pelos estados para atrair empresas. Segundo Pimentel, o governo não pretende fazer uma mudança tão radical a ponto de desorganizar o setor produtivo.
“A consideração feita pelos empresários de que os incentivos concedidos de alguma forma têm que ser mantido, sob pena de haver um processo de esvaziamento de setores industriais e de estados que oferecem esse incentivo, vai ser levada em conta”, disse o ministro.

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