Ação cumpriu 27 mandados de prisão e 36 de busca em Passo Fundo e outras três cidades. Líder do grupo já estava preso
Foto: Foi apreendido drogas, dinheiro, veículos, celulares e materiais usados no tráfico.
Polícia Civil / Divulgação Uma operação da Polícia Civil para desarticular uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas cumpriu 27 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (9) na Região Norte.
Segundo a polícia, na ação foram presas 17 pessoas, sendo 16 preventivamente e uma em flagrante. Contabilizando integrantes do grupo criminoso já recolhidos ao sistema prisional, a operação teve 27 alvos.
Já os 36 mandados de busca foram cumpridos em endereços de Passo Fundo, Casca, Santo Antônio do Palma e Paraí. Entre os alvos estão integrantes apontados como responsáveis pela logística, armazenamento, distribuição e gestão financeira do tráfico.
A investigação identificou uma estrutura considerada altamente organizada, com atuação intensa principalmente nos bairros Planaltina e Operária de Passo Fundo, além de pontos de venda mantidos em Casca.
De acordo com o delegado Venicios Demartini, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), o grupo tinha liderança definida e divisão de tarefas entre os integrantes, com setores específicos para distribuição.
— Verificamos que existiam vários núcleos como parte do fracionamento, além de responsáveis pela cobrança e logística. Era feita uma prestação de contas quase que em tempo real para o líder do grupo que estava no presídio — aponta o delegado.
O líder da organização já estava preso e, por determinação judicial, deverá ser transferido para um presídio de alta segurança. A segunda pessoa na hierarquia também foi presa e encaminhada ao sistema prisional.
Durante as buscas, os policiais apreenderam maconha, cocaína, crack, ecstasy, dinheiro, veículos, celulares e materiais usados no tráfico. Além dos mandados judiciais, a ação também terminou com seis prisões em flagrante por tráfico de drogas.
Conforme a Polícia Civil, o inquérito mostrou que o grupo atuava de forma contínua e articulada, abastecendo diversos pontos de venda e mantendo influência sobre territórios específicos.
A corporação afirma que esse modelo de atuação fortalecia outros crimes, como homicídios, roubos e furtos, além de ampliar a sensação de insegurança entre moradores das áreas afetadas.
A operação foi coordenada pela Draco e contou com apoio de delegacias da 6ª DPRI de Passo Fundo, além de equipes de Lagoa Vermelha, Carazinho, Erechim, Soledade, Caxias do Sul, Palmeira das Missões, DHPP e do Departamento de Aviação da Polícia Civil.
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