Policiais teriam relatado que sargento atirou contra viatura - Agora Já -

Policiais teriam relatado que sargento atirou contra viatura

21 de dezembro de 2011

Os dois policiais civis do Paraná suspeitos de matar a tiros o sargento do 17º Batalhão de Polícia Militar (BPM), Ariel da Silva, em Gravataí, teriam declarado que o policial militar teria disparado contra a viatura dos agentes, segundo o comandante do Policiamento Metropolitano, Silanus Mello. “A versão dos policiais civis é de que o sargento teria atirado contra a viatura e eles teriam revidado”, declarou o coronel.
De acordo com o coronel, o policial militar (PM) visitava o pai, que mora nas redondezas. “O sargento estava de folga, então a ocorrência foi apresentada na Delegacia de Polícia Civil, onde vai ser instituído inquérito. Nós vamos abrir um procedimento administrativo para saber em que circunstâncias isso aconteceu, porque isso tem conseqüências no futuro”, acrescentou Mello.
Segundo o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior, os policiais civis tinham permissão para atuar em Gravataí. “Eles estão com ordem de serviço. Do ponto de vista administrativo, está tudo correto. Só não teriam nos avisado em razão do horário. Segundo eles, fariam isso pela manhã”, declarou Vieira Júnior.
Sobre os motivos da presença de policiais paranaenses na região Metropolitana, o delegado disse que teriam vindo investigar uma quadrilha. “Eles teriam chegado ontem, por volta da 0h, e decidiram fazer uma diligência preliminar na Morada do Vale, em Gravataí. Nesse deslocamento teria ocorrido esse fato. Por regra, sempre se apresentam antes à autoridade policial, comunicando o que vão fazer naquela circunscrição. Infelizmente isso não ocorreu nessa oportunidade”, informou.
Segundo Ranolfo Vieira Júnior, o titular da 1ª Delegacia Regional de Policia da Região Metropolitana (DPRM), delegado Leonal Carivali, acompanhou a perícia e os depoimentos. “Segundo relato informal do delegado, eles (os agentes) estavam em viatura discreta com placas do Paraná. Os agentes teriam passado mais de uma vez pela motocicleta (conduzida pelo sargento) e ficaram cuidando. Talvez o instinto policial tenha falado mais alto e o sargento tenha abordado eles – eu evito fazer qualquer juízo de valor – e aconteceu essa tragédia lamentável”, declarou o chefe da Polícia Civil.
O vice-presidente da Associação dos Sargentos, Sub-tenentes e Tenentes da Brigada Militar, Olívio Moura, exige apuração rigorosa da Polícia Civil e diz ter estranhado a reação do PM gaúcho. “É impossível um sargento em uma moto reagir ou começar a atirar num carro com vários elementos dentro. No mínimo ele iria pedir reforço ou denunciar se houvesse alguma atitude ilícita ocorrendo com esse veículo. Então fico surpreso dessa reação do sargento. Nós queremos que essa investigação seja apurada o mais rápido possível”, declarou.
O sargento conduzia uma motocicleta, quando ocorreram os disparos. Ele chegou a ser levado ao Hospital Dom João Becker, mas teria chegado sem vida. O PM atuava na BM desde 1990. Ele deixa mulher e uma filha de 16 anos. Os policiais paranaenses foram levados à Delegacia de Pronto Atendimento de Gravataí.
Troca de tiros entre PMs e policiais civis em Canoas
Em outubro, policias militares e agentes do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) trocaram tiros em Canoas, também na região Metropolitana. No tiroteio, um policial civil foi baleado na cabeça. A Polícia Civil (PC) indiciou por tentativa de homicídio os quatro PMs que se envolveram no episódio.
A titular da 3ª Delegacia do município, delegada Anita Klein, preferiu não dar detalhes das conclusões que teve sobre o caso para evitar polêmica entre as duas corporações. Os quatro indiciados foram absolvidos no inquérito conduzido pela Brigada Militar.


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