Policial em serviço é preso por suspeita de matar homem a tiros em Porto Lucena - Agora Já -

Policial em serviço é preso por suspeita de matar homem a tiros em Porto Lucena



Inquéritos da Polícia Civil e Justiça Militar vão apurar causas e circunstâncias da morte. Vítima tinha ao menos duas marcas de tiros no corpo

Foto: Caso ocorreu em casa na zona rural do município de Porto Lucena, no extremo noroeste do RS, na madrugada de domingo (8). Reprodução RBS TV / Divulgação
9 de fevereiro de 2026

Um policial militar foi preso em flagrante por suspeita de matar homem a tiros na madrugada de domingo (8), no interior de Porto Lucena, município de 4,4 mil habitantes no extremo noroeste do Estado.

O caso é investigado tanto pela Polícia Civil, que instaurou inquérito sobre o ocorrido, quanto pela Brigada Militar, que levou o caso à Corregedoria-Geral e Justiça Militar. Ele foi encaminhado à sede do Batalhão da Brigada Militar de Santa Rosa.

“Houve uma interação entre um policial militar e um homem nas imediações de uma residência, que resultou no óbito do indivíduo no interior do imóvel”, diz nota da Brigada Militar encaminhada à imprensa (leia a íntegra abaixo).

A vítima foi identificada como Celso Siebert, 56 anos. O corpo foi encontrado na cozinha de sua casa, com pelo menos duas marcas de tiros. O policial preso é Richard da Veiga.

Segundo a Polícia Civil, o caso será tratado como morte decorrente de intervenção policial. Perícias foram realizadas e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias para esclarecer o caso.

Fatos ainda não esclarecidos

Reprodução RBS TV / Divulgação
Celso Siebert, 56 anos, foi encontrado morto na cozinha de casa. Reprodução RBS TV / Divulgação

De acordo com o delegado João Vittorio Barbato, que lidera a investigação, Veiga estava de plantão quando saiu do posto de trabalho para jantar.

Dois outros policiais, um homem e uma mulher, que também cumpriam serviço naquela noite relataram, em depoimento à Polícia Civil de Santa Rosa, que estranharam a demora dele em retornar ao posto de trabalho.

Em nota, a Brigada Militar informou que Veiga ligou aos colegas para solicitar apoio. Um dos policiais que estava de plantão foi até o endereço com seu veículo particular e encontrou a viatura próxima de uma residência na zona rural do município. A cerca de cem metros, ao chão, estava o colega caído desacordado.

O policial em serviço, então, levou o agente para atendimento hospitalar. Veiga foi liberado em seguida, sem lesões. Segundo o delegado, ainda não se sabe por qual motivo ele estava inconsciente. Isso também será apurado pelo inquérito.

Na nota, a Brigada Militar disse que o corpo de Siebert só foi encontrado depois que o policial voltou ao local, ao retornar do hospital para onde levou Veiga.

A Polícia Civil foi acionada e solicitou a realização de perícia no local, necropsia, toxicologia e alcoolemia do policial.

O que acontece agora

O policial investigado foi preso em flagrante e encaminhado à sede do Batalhão da Brigada Militar de Santa Rosa. Ele deve ser investigado pela Justiça Militar de Santa Maria e pela Polícia Civil — acompanhamento que ocorre em casos envolvendo policiais e crimes com mortes.

— A perícia já foi realizada e o corpo da vítima encaminhado à necropsia. A partir de hoje, estaremos iniciando as investigações com a colaboração da Brigada Militar, no sentido de apurar o que efetivamente ocorreu — disse o delegado.

Segundo ele, o objetivo é entender as circunstâncias do fato e o motivo da presença do policial no local, além de como foi acionado, por que foi sozinho e o que levou à morte do cidadão.

As testemunhas e o policial começarão a ser ouvidos na tarde desta segunda-feira (9). O sepultamento de Celso Siebert será no Cemitério Municipal de Porto Lucena.

Leia a nota da Brigada Militar na íntegra

“A Brigada Militar informa que, na madrugada deste domingo (08/02), no município de Porto Lucena, ocorreu um fato com morte envolvendo um policial militar de serviço do 4º Batalhão de Polícia Militar.

Houve uma interação entre um policial militar e um homem nas imediações de uma residência, que resultou no óbito do indivíduo no interior do imóvel.

De imediato, foram adotadas todas as providências de polícia judiciária militar, incluindo:

  • Comunicação formal do fato à Corregedoria-Geral da Brigada Militar;
  • Atuação do Plantão de Polícia Judiciária Militar, com instauração dos procedimentos cabíveis;
  • Preservação do local e coleta inicial de informações;
  • Identificação e oitiva de testemunhas;
  • Acompanhamento pelos Oficiais de serviço;

Não se sabe ainda sobre as circunstâncias e dinâmicas dos fatos e eventuais responsabilidades estão sendo rigorosamente apuradas, observando-se o devido processo legal, a transparência institucional e o respeito às garantias legais de todos os envolvidos.

Outras informações poderão ser divulgadas oportunamente, à medida que as apurações avancem.

Santa Rosa, RS, 09 de fevereiro de 2026.

RAFAEL LUFT – Cel PM
Comandante Regional CRPM/FN”. 

Fonte : GZH 
Foto : Reprodução RBS TV / Divulgação

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