Prejuízos provocados pela estiagem já somam R$ 36 bi - Agora Já -

Prejuízos provocados pela estiagem já somam R$ 36 bi



Cálculo foi divulgado ontem pela FecoAgro/RS com base no volume que deixará de ser colhido nas lavouras de milho e soja do Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação CP
25 de janeiro de 2022

Com a estiagem que assola as lavouras de milho e soja, os prejuízos contabilizados pelos produtores gaúchos já somam R$ 36,14 bilhões. A estimativa é de um levantamento feito pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro/RS), divulgado ontem. Do total de perdas, indicadas em Valor Bruto da Produção (VBP), o maior peso vem da soja e é de R$ 29,51 bilhões, enquanto R$ 6,62 bilhões referem-se ao milho.

Para essas projeções, a Fecoagro baseou-se na expectativa de produção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em novembro passado, que era de 20,95 milhões de toneladas de soja e 6,09 milhões de toneladas de milho na safra 2021/2022. A esses números, foi aplicado o percentual de perdas divulgado nesta semana pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), após consultas a 23 cooperativas parceiras até o dia 22 de janeiro. O cálculo levou em conta o preço médio pago aos produtores pelos dois grãos neste mês, multiplicando-o pelo volume que deixará de ser colhido.

A RTC estima em 48,7% a quebra da safra de soja, sendo que em algumas regiões as perdas ultrapassam os 70%. “Se chover bem (nas próximas semanas), vamos salvar metade do potencial que tínhamos”, avalia o presidente da FecoAgro-RS, Paulo Pires. Ele explica que as áreas mais promissoras são as lavouras de soja mais tardia, que não foram afetadas pela estiagem na fase crítica de desenvolvimento da cultura.

Para o milho, as estimativas apontam perdas de até 70% das lavouras. “O que escapou foi o milho plantado cedo (julho e agosto)”, diz Pires.

O estudo da FecoAgro/RS projeta ainda o efeito dominó da estiagem no restante da economia gaúcha, que poderá perder R$ 115,67 bilhões com a quebra de safra das duas culturas. Nesse cálculo, o levantamento considera que, para cada R$ 1 gerado da porteira para dentro, outros R$ 3,29 são gerados nos demais setores da economia.

 

 

*Fonte: Correio do Povo


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