Time de Luís Castro vazou 11 vezes contra adversários da Série A, pior marca entre clubes do Brasileirão em 2026
Foto: Segundo gol do São Paulo teve origem e falha coletiva do setor defensivo do Grêmio.
Rubens Chiri e Paulo Pinto / Saopaulofc.net O Grêmio começou o Brasileirão de 2026 repetindo os problemas das últimas edições da competição. Após lutar contra o rebaixamento nas duas últimas temporadas, e perder a chance de título em 2023, as dificuldades em conter os ataques adversários é novamente um dos obstáculos para os objetivos do clube. Algo que Luís Castro reconheceu após a derrota para o São Paulo.
O técnico deixou claro que ainda não encontrou a solução para a dificuldade de se defender contra os adversários de Série A. Após três rodadas, e um Gre-Nal pelo Gauchão, o time insiste em apresentar os mesmos problemas defensivos. São 11 gols em quatro confrontos contra clubes da mesma divisão.
Entre os 20 clubes, o Tricolor é o time que mais foi vazado contra adversários de Série A na temporada. O Santos, com 11 gols (mas em sete partidas), e o Cruzeiro, com 10 gols em quatro jogos, completam o top 3 desse ranking indesejado.
No recorte de confrontos válidos apenas pelo Brasileirão, são sete gols. Dois contra o Fluminense, três para o Botafogo e mais dois para o São Paulo. Após a partida no Morumbi, o treinador falou sobre o trabalho e as dificuldades do momento da equipe.
— Quando temos a bola, devemos atacar o gol se tivermos espaço. Se não temos, precisamos girar a bola. Estamos muito instáveis no bloco mais baixo. Quando recuamos, temos dificuldade. O melhor aliado que tenho é o trabalho. Acredito nisto. Iremos fazer coisas muito boas no Grêmio — comentou Castro.
Comentarista da Rádio Gaúcha, Cristiano Munari aponta que o problema vai além. Mais do que apenas um setor, o time como um todo não tem sido competente no momento de evitar que os adversários ameacem o gol defendido por Weverton.
— O primeiro problema é coletivo. Mesmo em bloco baixo tem faltado pressão nos jogadores adversários que fazem os passes em profundidade, isso ficou claro na liberdade que o Marcos Antônio teve no lance do primeiro pênalti no Morumbi, por exemplo.
O segundo ponto levantado por Munari são os erros individuais.
— Os zagueiros do Grêmio, principalmente o Wagner Leonardo, têm errado muito. O momento dos laterais também. Falta maior ajuda dos pontas. Luís Castro explicou que em bloco baixo, pretende defender com linha de cinco. Com o extrema do lado oposto sendo esse quinto homem. A correção passa por um processo coletivo, o que pode demorar. Esse é o risco do Grêmio — avaliou.
Marcelo Raed também entende que os problemas defensivos não passam apenas pela questão coletiva. É o momento de que alguns jogadores apresentem melhor rendimento individual.
— O técnico trabalha com os jogadores todos os dias, sabe exatamente o que pede e o que os atletas entregam. Então se ele identifica uma dificuldade em se defender em bloco baixo, acho que isso não passa por instrução tática, e sim por uma deficiência nos duelos individuais. Porque se o time já está em bloco baixo e segue com dificuldade, pra acertar é fácil: é só colocar mais gente na defesa. Agora, pra manter o esquema, ele precisa que os defensores resolvam sozinhos seus duelos. Então a questão pode passar por um amadurecimento dos jogadores a esse plano defensivo — projeta o comentarista do SporTV.
Após a quinta-feira de folga, os jogadores e a comissão técnica voltam ao trabalho nesta sexta-feira (13) no CT Luiz Carvalho. Será o início da preparação para a disputa das semifinais do Gauchão contra ao Juventude. A partida de ida será neste domingo (15), na Arena, a partir das 17h30min.
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