Relator da reforma do IR no Senado propõe corrigir tabela para pessoa física em 41% - Agora Já -

Relator da reforma do IR no Senado propõe corrigir tabela para pessoa física em 41%

Foto: EDISON RODRIGUES / Agência Senado
21 de outubro de 2021

Relator da proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) no Senado, Angelo Coronel (PSD-BA) disse em entrevista nesta quinta-feira (21), que a proposta que veio da Câmara não beneficia “nem empresas e nem pessoas físicas”.

O parlamentar propõe que todas as faixas do IR sejam corrigidas pela inflação acumulada desde 2015, que, segundo ele, chega a 41%. Hoje, quem ganha até R$ 1.903,98 por mês​ é isento, e a proposta aprovada pelos deputados aumenta o limite para R$ 2,5 mil.

— Se o governo quer atender às pessoas físicas brasileiras que pagam impostos, que estão na ordem 30 milhões de brasileiros, ele deveria pelo menos corrigir a tabela pela inflação. A luz sobe, o gás sobe, o condomínio sobe, a comida sobe, mas na verdade a taxa de isenção não sobe — disse.

Como já havia feito em outras oportunidades, Coronel voltou a afirmar que o texto entregue ao Senado é ruim, “um dos piores” que viu na vida. Falou ainda sobre a pressão que tem recebido para que a proposta avance, já que os recursos gerados pela mudança no imposto devem ser usados para bancar o novo programa assistencial do governo, o Auxílio Brasil.

—Para mim é um programa eleitoreiro, assim como foi usado nos governos passados. É um programa para influenciar no voto das camadas mais pobres da população — disse o senador. — Não vou entregar um projeto que prejudica as pessoas físicas e as empresas para atender a um capricho do Ministério da Economia — completou.

Questionado sobre prazos, o senador afirmou que não tem pressa para entregar o relatório e que está se reunindo com entidades de todo o país para discutir o texto. Coronel acredita que o projeto só deve ser apreciado pelo plenário do Senado no ano que vem.

— O tempo é muito curto (para as mudanças vigorarem já em 2022). A não ser que haja acordo com a Câmara, esse projeto só vai ser apreciado pelo plenário do Senado em 2022. Não vai ter tempo para ser apreciado em 2021.

 

*Com informações de GaúchaZH


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