Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir desta segunda: veja como economizar - Agora Já -

Remédios podem ficar até 4,33% mais caros a partir desta segunda: veja como economizar



Consumidores devem agir para evitar que este reajuste prejudique suas contas

1 de abril de 2019

O preço dos remédios pode subir até 4,33% a partir desta segunda-feira (1º), colocando um peso a mais principalmente no bolso dos aposentados, que costumam depender de medicamentos de uso continuado. O percentual foi oficializado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O número é acima da inflação oficial (IPCA) acumulada nos últimos 12 meses (3,89%). Para fazer a conta, a CMED leva em consideração a inflação e outros fatores, como produtividade da indústria, inflação, alterações no câmbio e gastos com energia elétrica.

O aumento atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC), mas não gera elevação automática nem ajustes imediatos nas farmácias e drogarias. Conforme a indústria farmacêutica, a atualização dos preços ocorre de forma gradativa, conforme a renovação dos estoques, a demanda e a concorrência.

Ainda assim, os consumidores devem agir para evitar que este reajuste prejudique suas contas. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que os remédios têm peso de 6% no orçamento de famílias com idosos. Algumas dicas são aprumar a pesquisa de preços, inclusive com a ajuda da internet, buscar programas de fidelidade e reforçar os estoques de medicamentos ainda com o preço em vigência. A pesquisa pode colocar uma lupa especial sobre os genéricos, que custam aproximadamente 35% menos do que as marcas conhecidas, conforme a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar).

Quem decidir reforçar o estoque antes do aumento deve ter cuidado especial com a forma como armazena estes produtos e também com os prazos de validade. É importante seguir as recomendações que estão na embalagem: mantê-los sempre protegidos da umidade, do calor e da claridade, explica a farmacêutica Irene Prazeres.

— É fundamental observar o prazo de validade, que em geral é de dois anos mas pode se acelerar se os produtos forem deixados em locais quentes e úmidos — alerta Irene.

Veja dicas para economizar na compra de medicamentos

  • Pesquise bem os preços, usando a internet e visitando farmácias próximas ao trabalho e à residência.
  • Peça ao médico que, na receita, seja colocado o princípio ativo do remédio, e não o nome comercial. Levar a receita com o princípio ativo facilita para que o farmacêutico ofereça opções fabricadas por diversos laboratórios, e, consequentemente, com valores variados. A diferença de preço costuma variar de 10% a 15%.
  • Verifique se na farmácia escolhida há alguma forma de desconto adicional por meio de programas de fidelidade ou mediante o fornecimento dos números do CPF ou Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico. Geralmente, medicamentos de uso contínuo têm preços mais vantajosos.
  • Verifique se o medicamento que procura é disponibilizado pelo programa Farmácia Popular, que oferece remédios com preços até 90% mais baixos. Não é necessário comprovar renda ou ter utilizado o Sistema Único de Saúde (SUS) para recorrer ao programa. Basta ir a uma farmácia credenciada, apresentar a receita médica e um documento com foto.
  • O Ministério da Saúde também disponibiliza remédios gratuitos para diversas doenças nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e muitas prefeituras contam com postos que usam o mesmo sistema.
  • Medicamentos de uso prolongado devem ser protegidos da umidade, do calor e da claridade. Guardar no banheiro ou na cozinha não é uma boa opção.
  • O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade: indicado para guardar remédios. Coloque os medicamentos em uma caixa e guarde em uma gaveta ou prateleira.
  • Redobre a atenção também com os prazos de validade. Planeje-se para comprar apenas a quantidade de remédios que utilizará dentro do período de validade — evitando desperdiçar seu dinheiro.

 

Fontes: GAÚCHA ZH / farmacêutica Irene Prazeres, Associação de Consumidores Proteste e Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácia (Febrafar)

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS


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