RS cria núcleo pioneiro para combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes; veja como denunciar - Agora Já -

RS cria núcleo pioneiro para combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes; veja como denunciar



Estrutura reúne tecnologia de ponta, perícia psicológica e informática forense para acelerar investigações e apoiar vítimas

Foto: Núcleo de combate a pedofilia vai ganhar estrutura nova no IGP. Neimar De Cesero / Agencia RBS
31 de julho de 2025

O aumento dos casos de pedofilia no Rio Grande do Sul levou à criação de um núcleo específico para identificar e responsabilizar autores de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A nova estrutura funciona no Instituto-Geral de Perícias (IGP) e reúne diferentes áreas de atuação (veja abaixo como denunciar).

Uma das principais inovações é o uso de um equipamento que permite identificar agressores por meio de amostras de saliva em até 90 minutos. A tecnologia, utilizada pelo FBI em operações militares e desastres em massa, foi incorporada ao Laboratório de Genética do IGP no fim do ano passado.

Segundo Gustavo Lucena Kortmann, diretor do Departamento de Perícias Laboratoriais do IGP, o núcleo também vai contribuir para a ampliação do Banco de Perfis Genéticos do estado.

— A partir de agora, temos a possibilidade de coleta de material genético de muitos desses indivíduos que são acusados de pedofilia, visando a comprovação de autoria por meio do DNA — afirma.

A criação do núcleo é uma resposta ao crescimento das ocorrências. Em 2022, o IGP participou de 67 operações contra crimes sexuais em parceria com a Polícia Civil. Em 2024, foram 104.

Kortmann reforça a importância das denúncias:

— Quanto mais pessoas puderem denunciar, os canais são anônimos. Eles vão estar auxiliando a sociedade e se autoprotegendo e protegendo os próprios filhos.

Serviços

O núcleo também conta com uma área de perícia psíquica, responsável pelo acolhimento das vítimas e pela avaliação dos danos psicológicos causados pelos abusos. Os profissionais utilizam técnicas adaptadas a cada caso para obter informações relevantes do histórico das crianças e adolescentes.

Na área de informática forense, os peritos analisam arquivos, mensagens e registros de atividade online. O objetivo é rastrear ações e acelerar o processo de investigação.

Marcelo Nadler, perito e coordenador do núcleo, destaca a integração entre os setores.

— A gente espera dar respostas cada vez mais rápidas para a sociedade. E com essa integração de dados, temos esperança de fechar alguns casos que ficaram sem resposta no passado.

Os peritos também fazem um alerta aos pais sobre o uso de celulares e computadores por crianças e adolescentes.

— É dever dos pais fazer uma proteção melhor das crianças. Tem que entender com quem a criança está interagindo e o que ela usa. O ideal seria que não usasse rede social, mas já que usa, que proteja esse perfil — orienta Nadler.

Ele compara o ambiente virtual com espaços públicos:

— Um pai, uma mãe, dificilmente deixaria um filho sozinho em um shopping ou em uma praça lotada. Mas a gente deixa sozinho no celular. Só que esse mundo virtual é cheio de pessoas com más intenções.

Saiba onde denunciar casos de abuso sexual

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres ou qualquer delegacia de polícia
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa
  • Conselho tutelar: todas as cidades possuem conselhos tutelares. São os conselheiros que vão até a casa denunciada e verificam o caso. Dependendo da situação, já podem chegar com apoio policial e pedir abertura de inquérito
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia: disquedenuncia@sedh.gov.br
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008
  • Unidades do Ministério Público.
Fonte : GZH 
Foto : Neimar De Cesero / Agencia RBS

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