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RS faz novo pedido à Saúde para kit intubação e cita “situação desesperadora” de estoque



Secretaria Estadual de Saúde alega que não há medicamentos em estoque para distribuição aos hospitais gaúchos

Foto: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
15 de abril de 2021

Diante de “situação desesperadora” de estoques do kit intubação, o governo do Rio Grande do Sul encaminhou nesta quinta-feira um novo pedido ao Ministério da Saúde para o repasse de medicamentos. O ofício, dirigido ao ministro Marcelo Queiroga, traz uma tabela com diversos medicamentos em estoques críticos nos hospitais gaúchos, entre eles Atracúrio, Atropina, Cisatracúrio, Diazepam, Midazolam e outros. O governador Eduardo Leite solicita, no total, o envio de 22 itens de medicamentos usados na intubação de pacientes com coronavírus.

“A situação é desesperadora. Precisamos com urgência que o Ministério da Saúde nos auxilie a repor os estoques dos hospitais, sob pena de os pacientes intubados acordarem sem medicação, e isso seria terrível”, alertou a secretária da Saúde, Arita Bergmann. Nesta quinta-feira, a rede hospitalar do Estado conta com mais de 3 mil pacientes em leitos de terapia intensiva (UTIs) – 68% deles com diagnóstico para Covid-19.

Apesar de a aquisição dos medicamentos do chamado kit intubação ser de responsabilidade dos hospitais, a Secretaria da Saúde, em função do agravamento da pandemia, afirmou que realiza um levantamento semanal com hospitais e pronto atendimentos sobre o estoque dos 22 medicamentos para intubação. A ação de rotina visa acompanhar a quantidade de cada um na rede hospitalar, que sofre escassez desde julho do ano passado, em decorrência da pandemia de Covid-19. De acordo com a pasta, já foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Estado do RS.

“Como o aumento da demanda foi muito grande, as diversas compras que fizemos e até os empréstimos entre hospitais não têm sido suficientes. Precisamos muito que o MS nos ajude neste momento crítico”, ressaltou a diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES/RS, Lisiane Fagundes.

De acordo com o levantamento do Estado, foram distribuídos em 2020 cerca de 150 mil frascos de medicamentos e, em 2021, já foram entregues, em 10 remessas, cerca de 225 mil frascos, entre aquisições do Ministério da Saúde e do governo gaúcho. As entregas foram feitas pelo Exército em hospitais da capital e do interior. No momento, não há estoque para ser distribuído.

Queiroga defende atuação “tripartite”

Em meio a falta de medicamentos do kit intubação para tratar pacientes graves da Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira que “grandes estados” têm condições e devem buscar insumos também por conta própria para garantir que o sistema de saúde local não colapse.

“Existem estados que têm economias maiores do que países e têm condição de buscar estes insumos. Vamos deixar isso bem claro, é uma atuação tripartite. Se instituições privadas buscam importações e trazem esses insumos para cá, por que grandes estados não fazem isso?”, disse o ministro.

A fala ocorreu um dia depois do governo estadual de São Paulo cobrar publicamente o ministério pela falta de assistência e a situação crítica de hospitais paulistas, a alguns dias de ficarem sem medicamentos neuromusculares e anestésicos suficiente para intubar pacientes da Covid-19.

 

*Fonte: Correio do Povo


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