Sartori diz que seu governo foi aprovado e pede decisão rápida sobre posição presidencial - Agora Já -

Sartori diz que seu governo foi aprovado e pede decisão rápida sobre posição presidencial



Governador citou que PSDB de Eduardo Leite esteve ao seu lado no Piratini

8 de outubro de 2018

Candidato à reeleição, José Ivo Sartori (MDB) afirmou que os gaúchos aprovaram seu governo com o resultado da eleição de primeiro turno na corrida ao Piratini neste domingo. Apesar de ter ficado atrás de Eduardo Leite (PSDB), Sartori lembrou que o partido tucano esteve ao seu lado na maior parte do mandato e disse que os votos nos dois candidatos representam uma aprovação do seu governo. Sobre a disputa nacional, o emedebista disse que vai acatar a decisão da sua coligação sobre apoio a Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT), mas pediu uma definição rápida sobre o tema.

“Temos no segundo turno duas candidaturas que não fizeram oposição ao nosso projeto de governo, pelo menos do começo de toda a caminhada e até quase iniciar o processo eleitoral. Hoje, os gaúchos, entre as duas candidaturas, mostraram uma aprovação bem superior a 60% ao nosso governo. Isso mostra que o Rio Grande do Sul está no rumo certo”, sustentou Sartori, que pediu um debate de alto nível no segundo turno. “Queremos fazer do segundo turno um debate elevado, sem vitimismo, sem marketing vazio ou promessas vazias”, completou.

Sobre sua posição no segundo turno da eleição presidencial na disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), José Ivo Sartori afirmou que é necessário escolher um lado. Ele disse que vai seguir a sua coligação e pediu que essa decisão seja tomada o mais rápido possível. “Eu vou seguir a decisão do MDB do Rio Grande do Sul. O que o partido decidir, evidentemente, eu vou acompanhar. O MDB deverá se posicionar nos próximos dias e quanto mais rápido for será melhor. Vou respeitar a decisão de todos os outros partidos e conclamo que a coligação como um todo se reúna e tome uma posição clara e definitiva sobre o caminho a seguir”, afirmou.

“Nunca fui omisso em toda a minha vida política. Tenho 42 anos de atividade, comecei como vereador em 1976. Mesmo nos momentos de maior desconforto pessoal nunca deixei de tomar uma atitude. Chegamos diante de uma realidade que talvez não exista a tal opção ideal. Tenho certeza de que as lideranças de todos os partidos deverão tomar uma atitude que não será diferente do que deve ser agora, que deve ser uma postura definida”, seguiu.

Após deixar aberta a decisão de apoio no segundo turno, José Ivo Sartori lembrou durante uma resposta sobre um possível apoio do PT a sua candidatura que não apoiou Dilma Rousseff na última eleição presidencial. Ele ainda fez uma crítica ao PT lembrando que foi o partido quem se coligou com Michel Temer, mas encerrou dizendo que não vai negar apoio do ninguém.

“Nós não apoiamos o PT em 2014 e não apoiamos, inclusive, o que era candidato a vice pelo meu partido e hoje condenado pelo PT. Quem criou o Michel Temer como vice-presidente da República foi o próprio PT. Não podemos esquecer isso. Se o PT quiser me apoiar? Como não vou aceitar se alguém deseja me apoiar? Seja da cor que for, do partido que for. Assim como não fui olhar nas urnas a origem dos votos, não vou negar apoio. Mas nós vamos continuar fazendo aquilo que precisa ser feito”, declarou.

 

*Correio do Povo / Foto: Fabiano do Amara


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