Secretário-geral da Fifa garante Beira-Rio como estádio da Copa em Porto Alegre - Agora Já -

Secretário-geral da Fifa garante Beira-Rio como estádio da Copa em Porto Alegre

8 de novembro de 2011
Apesar da indefinição em torno de quem irá financiar a reforma do Beira-Rio, a Fifa garantiu hoje o estádio do Inter como um dos palcos da Copa de 2014. Em visita ao Brasil para discutir a legislação especial para o mundial, o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, disse que Porto Alegre não corre o risco de deixar de ser sede do mundial por conta do atraso nas obras coloradas. 



Valcke, porém, advertiu que os dirigentes do Inter têm de agilizar a retomada dos trabalhos. Segundo ele, ainda que haja tempo hábil, a cada dia que passa a situação fica mais complicada. 



— Perder dia após dia de obra não é bom, mas ainda é muito cedo para dizer que Porto Alegre está a perigo. A cidade vai sediar jogos da Copa — prometeu. 



Pela manhã, o executivo da Fifa prestou esclarecimentos na Câmara sobre a Lei Geral da Copa. Diante dos parlamentares, Velcke revelou ter feito uma proposta para a presidente Dilma Rousseff, na tentativa de acabar com a polêmica sobre a meia-entrada nos jogos. Em vez de garantir o benefício para estudantes e idosos, como reivindica o governo, a Fifa sugere a 
criação de ingressos populares exclusivos para brasileiros, ao preço de US$ 25, equivalentes a R$ 44. 



A entidade, no entanto, 
não abre mão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios brasileiros, contrariando a legislação do país. Mesmo pressionado por deputados a ceder neste ponto, Valcke foi taxativo: 



— Não vou assumir o compromisso de que não venderemos cervejas. Mas posso garantir que a Fifa não está aqui para embebedar as pessoas. 



Romário cobra explicações  
A audiência terminou depois que o deputado federal e ex-jogador Romário (PSB/RJ) interpelou Valcke sobre uma carta do presidente da entidade, Joseph Blatter. Na carta, cuja cópia foi entregue à comissão, Blatter acusa Valcke de “chantagista”. 



Romário disse que cópia dessa carta também foi entregue à presidente Dilma Rousseff. A carta, segundo Romário, foi trazida a público pelo jornalista inglês Andrew Jennings, autor de um livro sobre corrupção na Fifa e que foi ouvido no mês passado na Comissão de Educação, Esporte e Cultura do Senado. 



O parlamentar quer saber porque Blatter chamou Valcke de volta, seis meses depois de demiti-lo da Fifa, em 2001, por causa de problemas com a empresa de cartão de crédito Mastercard, uma das patrocinadoras da entidade na época. 



O secretário-geral da Fifa respondeu que o caso Mastercard “é uma cruz que carrega como uma pena” e que a levará “até o fim da vida”, mas não entrou em detalhes. Disse apenas que tudo “está superado há muito tempo”. Também em relação à carta de Blatter, ele disse que não nega o fato, mas que não quer entrar em discussão sobre o assunto para não “chocar ninguém”. Reconheceu, porém, que o assunto é um dos temas da campanha do jornalista Jennings contra a Fifa. 



As respostas de Valcke motivaram um bate-boca entre Romário e o presidente da Comissão, Renan Filho (PMDB/AL), que não permitiu novas perguntas do ex-jogador, insatisfeito com as as respostas de Valcke. 



Outro alvo das denúncias de Jannings, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Ricardo Teixeira, também foi arguído por Romário. O deputado queria explicações sobre um processo que corre na Justiça da Suíça no qual o dirigente brasileiro é denunciado por “recebimento de propina de US$ 10 milhões da empresa de marketing ISL”, segundo apuração do jornalista inglês. A empresa ISL faliu e a Fifa teria feito, segundo o livro de Jennings, um acordo com a Justiça suíça para que o nome de Ricardo Teixeira não fosse divulgado. 



Em resposta a Romário, Ricardo Teixeira desqualificou o acusador. Disse que, na audiência pública da Comissão de Educação, Esporte e Turismo do Senado, Andrew Jannings foi citado por um oficial de Justiça brasileiro em um processo por calúnia que o dirigente move contra o jornalista inglês no Brasil. 



— Tentei várias vezes processá-lo na Inglaterra, mas foi impossível citá-lo porque ele não tem endereço e emprego fixos — disse Teixeira.



* com informações da Agência Brasil

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