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Sobre os médios: americanos, brasileiros…

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8 de março de 2018

O que mais marca na primeira temporada da série Fargo, disponível no Netflix, é o retrato da imbecilidade do americano médio. Qualquer semelhança, e os fatos narrados aconteceram na própria cidade de Fargo e em outras do estado de Dakota do Norte, com os “manifestoches”, ou paneleiros brasileiros que a escola de samba Tuiuti retratou não é mera coincidência. A imbecilidade é a prova maior da ancestralidade comum do homo pouco sapiens

Trago essa verdade que não é louca porque não se trata de simplesmente encarar o personagem do chefe da polícia de Bemidji, Bill Oswalt (vivido pelo ator Bob Odenkirk), como apenas um representante da a “inoperância do serviço público”, como quer parte da crítica, a qual eu acrescentaria “nada especializada”. Ou “especializada demais” para ver o todo.

Nenhum personagem ali é “povão” na acepção da palavra. Exceção de um novo rico, que arruma seu “capital primitivo” numa literal descoberta de uma sacola de dinheiro, a quase totalidade dos personagens é cidadão de classe média. E assim como aqui, bem idiota, com a diferença que lá andam armados e obviamente se eliminam com maior facilidade.

Voltando ao personagem que julgo ser símbolo da “alma americana” o policial Oswalt se ele não compreende o quão sombria pode ser a alma humana ele não o faz por ser uma criatura “fundamentalmente boa” e sim, porque o comodismo da ignorância, aliado a vida simplória (não confundir com vida simples) impede qualquer compreensão do que é o ser humano.

Os manifestoches de hoje também vivem essa vida de incompreensão do ser e total ignorância do que vem a ser o poder do capital. Servir ao Diabo é amar o dinheiro. E a legião e demônios no Brasil atende pelo nome de Globo e outros grupos em especial o poder mais corrupto: o judiciário.

A União destina quase 45% do seu orçamento para pagamentos de juros e rolagem da dívida. A dependência dos bancos, que aqui exigem sacrifícios humanos, configurado em menos dinheiro para saúde, educação, saneamento, moradia, etc, não é muito diferente nos EUA.

Na semana passada o Supremo Tribunal Federal – STF decidiu “à favor” dos poupadores, ao reconhecer que eles tem direito a uma maior correção monetária em dois momentos posteriores a planos econômicos do final da década de 1980 e início da de 1990. O “acordo” de 12 bilhões de reais que os bancos terão que pagar agora é conhecido. O que poucos sabem é que a justiça, através do STF e do Superior Tribunal de Justiça usam e abusam da “lei de compensações”, mas sempre enviesada. Se lembrarem o julgado de 2010 do ISS do Leasing (ninguém vai lembrar) o STJ tirou mais de 80 bilhões das prefeituras. Isso me parece mais próximo da “figura do Diabo”.

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
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Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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