Três motivos para o empate do Grêmio com o Bragantino na Arena - Agora Já -

Três motivos para o empate do Grêmio com o Bragantino na Arena



Tricolor não conseguiu vencer no retorno ao Brasileirão após o título do Campeonato Gaúcho

Foto: O time comandado por Luís Castro soma sete pontos e aparece na nona colocação. Renan Mattos / Agencia RBS
13 de março de 2026

Ainda em clima de comemoração pelo título do Gauchão, o Grêmio deixou escapar a vitória diante do Bragantino na noite de quinta-feira (12), na Arena. Em um jogo movimentado e cheio de oportunidades, o Tricolor empatou em 1 a 1 com a equipe paulista pela quinta rodada do Brasileirão.

Carlos Vinícius abriu o placar logo no início da partida, mas Rodriguinho empatou no segundo tempo. O resultado manteve o Grêmio no meio da tabela: após cinco rodadas, o time comandado por Luís Castro soma sete pontos e aparece na nona colocação.

Zero Hora aponta três motivos, entre desgaste físico, mudanças no time e oportunidades desperdiçadas, que ajudam a explicar o empate. Veja abaixo.

Festa recente, time desfalcado

O Grêmio entrou em campo ainda embalado pela festa após o título do Estadual diante do maior rival, fora de casa. Começou leve, e muito por isso pode ter chegado ao gol cedo. Mas também teve o desgaste: enquanto a equipe gremista vinha de partidas intensas e decisivas contra o rival, os adversários vieram de 15 dias sem jogos. Ou seja, duas semanas livres para treinos.

Além disso, Willian e Tetê ficaram fora da partida por conta de uma virose. Amuzu também não esteve na Arena para acompanhar o nascimento da filha. No meio-campo, Arthur foi ausência por lesão — o volante deve retornar apenas em abril. Sem alguns de seus principais jogadores, o Grêmio perdeu controle em alguns momentos: o jogo ficou mais acelerado e com muitas transições. Na etapa final, os visitantes dominaram a maior parte das ações.

Trocas de Luís Castro

O domínio do Bragantino na reta final pode ser justificado pelas mexidas feitas por Luís Castro, ainda quando sua equipe vencia por 1 a 0. Aos 15 minutos do segundo tempo, o lateral Caio Paulista entrou na vaga de Gabriel Mec e o volante Dodi substituiu Monsalve no meio-campo. A impressão é que o Tricolor recuou.

Na sequência, “seis por meia dúzia”: Roger entrou na vaga de Enamorado e, nos acréscimos, Nardoni, claramente desgastado, ainda que não tenha jogado pelo Gauchão, saiu para a entrada de Leonel Pérez. Ou seja, o técnico abriu mão de uma de suas substituições. No banco, nomes de jovens como Riquelme, Tiaguinho e André Henrique, que estavam no banco, poderiam ter ajudado a dar fôlego ao time. Após a partida, Luís Castro justificou:

— Se eu tivesse exatamente o mesmo time, repondo Tetê, Amuzu e Arthur, estes jogadores entrariam de forma diferente que os outros, pelas características que têm. Os jogadores que entraram deram o máximo que eles tinham para dar, debaixo de muita dificuldade. Mas fizemos um jogo muito aquém daquilo que nós pensávamos.

Quem não faz, leva

Se houve um motivo que mais incomodou a torcida gremista, foi a quantidade de oportunidades perdidas pelo Grêmio. No primeiro tempo, Cleiton saiu do gol, se chocou com Carlos Vinícius e ficou caído fora da área: com o gol livre, a jogada terminou com finalização de Gabriel Mec por cima. Antes disso, o próprio artilheiro gremista desperdiçou ao tentar driblar o goleiro e ver o defensor adversário salvar em cima da linha.

Na etapa final, as oportunidades seguiram. Carlos Vinícius parou em defesa do goleiro do Bragantino dentro da pequena área e Enamorado perdeu um gol cara a cara com Cleiton. O castigo veio pouco depois — o famoso “quem não faz, leva”: em um chute preciso de fora da área, Rodriguinho empatou a partida e garantiu o 1 a 1 na Arena.

Fonte : GZH 
Foto : Renan Mattos / Agencia RBS

 


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