Tricolor não conseguiu vencer no retorno ao Brasileirão após o título do Campeonato Gaúcho
Foto: O time comandado por Luís Castro soma sete pontos e aparece na nona colocação.
Renan Mattos / Agencia RBS Ainda em clima de comemoração pelo título do Gauchão, o Grêmio deixou escapar a vitória diante do Bragantino na noite de quinta-feira (12), na Arena. Em um jogo movimentado e cheio de oportunidades, o Tricolor empatou em 1 a 1 com a equipe paulista pela quinta rodada do Brasileirão.
Carlos Vinícius abriu o placar logo no início da partida, mas Rodriguinho empatou no segundo tempo. O resultado manteve o Grêmio no meio da tabela: após cinco rodadas, o time comandado por Luís Castro soma sete pontos e aparece na nona colocação.
Zero Hora aponta três motivos, entre desgaste físico, mudanças no time e oportunidades desperdiçadas, que ajudam a explicar o empate. Veja abaixo.
O Grêmio entrou em campo ainda embalado pela festa após o título do Estadual diante do maior rival, fora de casa. Começou leve, e muito por isso pode ter chegado ao gol cedo. Mas também teve o desgaste: enquanto a equipe gremista vinha de partidas intensas e decisivas contra o rival, os adversários vieram de 15 dias sem jogos. Ou seja, duas semanas livres para treinos.
Além disso, Willian e Tetê ficaram fora da partida por conta de uma virose. Amuzu também não esteve na Arena para acompanhar o nascimento da filha. No meio-campo, Arthur foi ausência por lesão — o volante deve retornar apenas em abril. Sem alguns de seus principais jogadores, o Grêmio perdeu controle em alguns momentos: o jogo ficou mais acelerado e com muitas transições. Na etapa final, os visitantes dominaram a maior parte das ações.
O domínio do Bragantino na reta final pode ser justificado pelas mexidas feitas por Luís Castro, ainda quando sua equipe vencia por 1 a 0. Aos 15 minutos do segundo tempo, o lateral Caio Paulista entrou na vaga de Gabriel Mec e o volante Dodi substituiu Monsalve no meio-campo. A impressão é que o Tricolor recuou.
Na sequência, “seis por meia dúzia”: Roger entrou na vaga de Enamorado e, nos acréscimos, Nardoni, claramente desgastado, ainda que não tenha jogado pelo Gauchão, saiu para a entrada de Leonel Pérez. Ou seja, o técnico abriu mão de uma de suas substituições. No banco, nomes de jovens como Riquelme, Tiaguinho e André Henrique, que estavam no banco, poderiam ter ajudado a dar fôlego ao time. Após a partida, Luís Castro justificou:
— Se eu tivesse exatamente o mesmo time, repondo Tetê, Amuzu e Arthur, estes jogadores entrariam de forma diferente que os outros, pelas características que têm. Os jogadores que entraram deram o máximo que eles tinham para dar, debaixo de muita dificuldade. Mas fizemos um jogo muito aquém daquilo que nós pensávamos.
Se houve um motivo que mais incomodou a torcida gremista, foi a quantidade de oportunidades perdidas pelo Grêmio. No primeiro tempo, Cleiton saiu do gol, se chocou com Carlos Vinícius e ficou caído fora da área: com o gol livre, a jogada terminou com finalização de Gabriel Mec por cima. Antes disso, o próprio artilheiro gremista desperdiçou ao tentar driblar o goleiro e ver o defensor adversário salvar em cima da linha.
Na etapa final, as oportunidades seguiram. Carlos Vinícius parou em defesa do goleiro do Bragantino dentro da pequena área e Enamorado perdeu um gol cara a cara com Cleiton. O castigo veio pouco depois — o famoso “quem não faz, leva”: em um chute preciso de fora da área, Rodriguinho empatou a partida e garantiu o 1 a 1 na Arena.
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