Urnas serão avaliadas por peritos da PF antes das eleições - Agora Já -

Urnas serão avaliadas por peritos da PF antes das eleições



Secretário de TI do TRE garantiu segurança de dispositivos usados no pleito

4 de setembro de 2018

Motivo de dúvidas para uns, exemplo de segurança para outros. As urnas eletrônicas ainda não são uma unanimidade entre os eleitores, mas o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Daniel Wobeto, afirmou nesta quinta-feira que uma das novidades para a eleição deste ano é que os dispositivos passarão por uma vistoria especial da Polícia Federal antes de serem liberados para as seções.

“Já tivemos no ano passado um teste de segurança, quando especialistas são chamados para tentar invadir o sistema das urnas eletrônicas. Nós fizemos melhorias e todo ano de eleição nós abrimos as urnas para que entidades como OAB, Ministério Público e até os partidos possam analisar os códigos da urna. A notícia boa que temos neste ano é que peritos da Polícia Federal irão analisar as máquinas e verificar qualquer irregularidade”, explicou Wobeto ao programa Direto ao Ponto, da Rádio Guaíba.

Wobeto explicou que, ao contrário do que muitos afirmam em redes sociais, o Brasil não é o único país a realizar eleições com o auxílio de urnas eletrônicas. “Há vários países que trabalham com este sistema. No caso dos Estados Unidos, há sete estados que usam durante as suas eleições urnas eletrônicas semelhantes às nossas. A diferença é que lá empresas entregam as máquinas no dia do pleito. Aqui, o TSE contrata companhias para desenvolver o hardware e nós somos os responsáveis pelo software”, frisou.

Proteção e o risco do voto impresso 

O secretário do TRE esclareceu ainda que a urna eletrônica conta com um sistema de proteção contra hackers, o que a diferencia de um computador comum. “A urna não fica conectada à internet ou a uma rede qualquer. Esta é uma premissa nossa. Ela é diferente de um computador, que já conta com aplicativos na sua origem e outros que podem ser instalados na máquina, o que facilita a entrada de vírus. A urna só tem um programa e é feita para recusar a entrada de qualquer outro tipo de aplicativos”, comentou Wobeto.

Wobeto comentou que a urna eletrônica começou a ser desenvolvida no Brasil a partir de erros na contagem dos votos impressos. “Se uma pessoa diz que o sistema não é seguro, eu posso rebater com o seguinte: de um lado nós temos um processo que aumenta a auditabilidade da eleição e de outro nós temos o voto impresso, em que se alguém trocar os papéis das urnas, pode provocar uma contestação. Isso é grave e pode levar à anulação de uma seção e passar a ideia de fraude no pleito”, argumentou.

 

*Correio do Povo / Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil 


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