"Vamos realizar a Copa no Beira-Rio", garante Aldo Rebelo - Agora Já -

“Vamos realizar a Copa no Beira-Rio”, garante Aldo Rebelo

16 de dezembro de 2011

Desde 31 de outubro, quando assumiu como ministro do Esporte após a queda de Orlando Silva devido a denúncias de corrupção no ministério, o deputado federal Aldo Rebelo trocou de campo minado. De relator do código florestal na Câmara, assumiu pelo governo a organização da Copa do Mundo.

O alagoano navega por águas turbulentas evitando críticas a outros ministérios, Fifa ou o Comitê Organizador Local (COL). Uma das poucas declarações mais fortes foi há duas semanas, quando afirmou que o Beira-Rio “preocupa” e lembrou da Arena como plano B para a Capital.

Em entrevista a Zero Hora ontem à tarde, pouco antes da votação da parceria do Inter com a Andrade Gutierrez, o ministro estava bem mais relaxado. Descartou a troca de estádio e prometeu vir a Porto Alegre fiscalizar as obras no Beira-Rio.

— Em janeiro ou fevereiro eu apareço por aí — disse.

Confira os principais trechos da entrevista concedida por telefone, desde Brasília.
Zero Hora — Como o senhor acompanhou a questão Beira-Rio? Há um contato direto com o Inter?
Aldo Rebelo — Falei com o governador Tarso Genro sobre esse assunto. Creio que vamos realizar a Copa do Mundo no Rio Grande do Sul e vamos realizá-la no Beira-Rio. Houve essa decisão e as obras já foram iniciadas. Confio no Inter, que assumiu essa responsabilidade: vão achar a solução ideal para ter o estádio. Não conversei oficialmente com a direção do clube. É claro que conheço muitos conselheiros do Inter, mas não tenho tratado do assunto porque não são da diretoria.

ZH — O senhor considera a Arena do Grêmio uma segunda opção para Porto Alegre?
Rebelo — Não trabalhei com essa hipótese porque acredito que vamos realizar a Copa no Beira-Rio.

ZH — No final de 2012, qual a sua avaliação da preparação para a Copa?
Rebelo — É muito otimista. O Brasil poderia receber a Copa do Mundo mesmo que ela fosse antecipada. Essa conversa de não estarmos preparados eu não aceito porque o Brasil realiza o maior campeonato de futebol do mundo, que é o Brasileirão. Já temos estádios: queremos é melhorar os estádios e a infraestrutura urbana. Não só para a Copa, mas porque a população precisa.

ZH — Poucas obras de mobilidade já se iniciaram e a ampliação dos aeroportos engatinha. Isso não preocupa?
Rebelo — As obras estão previstas, algumas já foram feitas: aeroportos que estavam subutilizados voltaram a ter uso maior como no Galeão (RJ) e Confins (MG).

ZH — Na redação final da Lei Geral da Copa, que será votada na terça-feira, está prevista que a meia-entrada para idosos vai valer para todos os lugares do estádio. Houve alguma conversa com a Fifa sobre como isso será aplicado na prática?
Rebelo — Ainda não. Primeiro tem de aprovar a lei, e o Congresso está cuidando isso. Depois vamos cuidar de operacionalizar aquilo que o Congresso aprovar.

ZH — O senhor é a favor da liberação da venda de bebidas alcoólicas no Mundial?

Rebelo — Prefiro deixar que a Câmara decida da melhor forma possível.

ZH — O senhor não tem opinião sobre isso?
Rebelo — Não.

ZH — Nas copas anteriores, os governos dos países-sede participavam do Comitê Organizador Local (COL). Há uma vaga no conselho de administração do comitê em aberto, para atuar ao lado de Ricardo Teixeira e Ronaldo Nazário. O senhor aceitaria assumir o posto?
Rebelo — Quem indica o ocupante da vaga é o COL, e vamos respeitar a indicação deles, independente de quem seja. Não quero falar mais sobre isso porque parece um oferecimento do governo. Não podemos trabalhar com interpretações de que o governo está se oferecendo para ocupar vaga em uma entidade privada.

ZH — Mas há quem defenda que, ao investir R$ 33 bilhões no Mundial, o Estado brasileiro poderia ter um papel mais ativo em sua organização.
Rebelo — A opinião é respeitável mas não encontra amparo legal. Não há lei prevendo que o governo participe, integre ou indique pessoas para o COL.

ZH — O senhor já se reuniu com o Ronaldo depois de ele ter assumido o comitê?
Rebelo — Encontrei em uma atividade pública apenas, não houve reunião. Antes de ele assumir, conversei com ele, estimulei para que ele assumisse a responsabilidade e a função, mas não passamos disso. Ronaldo tem experiência, participou de três Copas do Mundo, e quem participa de três Mundiais entende alguma coisa do assunto.

ZH — O senhor assumiu após uma série de denúncias no programa Segundo Tempo que derrubaram o ex-ministro Orlando Silva. O que foi feito em relação às denúncias?
Rebelo — Há uma denúncia sendo investigada pela Polícia Federal, outra pelo Ministério Público e pela CGU, então estamos analisando. O que tinha de ser feito já foi feito, a rejeição das contas de algumas ONGs — que encadearam inclusive a investigação.

ZH — Ministérios muito importantes para a Copa, como Esporte, Turismo e Transporte, foram atingidos por denúncias e trocaram de ministros. Isso não prejudica a organização do Mundial, e a imagem do país?
Rebelo — Não. Nós temos uma programação que está sendo conduzida de acordo com o planejamento, o que há de denúncia está sendo investigado e o ministério está fazendo o seu trabalho.

FONTE: Clicrbs.com  e Zero Hora


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