VELHOS LOBOS... ? Parte I - Agora Já -

VELHOS LOBOS… ? Parte I

12 de novembro de 2011

Como Brasileiros temos a cultura de evitar o conflito, somos um povo de boa índole até nossa independência foi conquistada sem guerras. Outra característica de nossa brasilidade, independente da classe social a que pertencemos, é nos sempre nos vermos em um patamar abaixo das “autoridades” e isto é o que nos leva ao esquecimento caracterizado popularmente como “o povo tem memória curta”. Temos em nós algo como se fosse um semáforo na cabeça e é com ele que avaliamos o que vemos, o que pode satisfazer-me imediatamente eu abraço, vou em frente, o que me frustra, depende de esforço, acende a luz vermelha, e a avaliação de que não compensa reclamar é um dos principais motivos que nos levam a deixar de lado nossa insatisfação. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo.
Algumas pesquisas apontam que apesar de conhecemos razoavelmente (82%) nossos direitos, mas a maioria (62%) nunca ou quase nunca reclama. Se o bom nível de informações deve ser comemorado, o baixo índice de reclamações associado à cultura de evitar conflitos é preocupante e poderá levar pessoas a deslumbrar-se com inverdades que mediante remunerações suntuosas são plantadas como se verdades fossem.
Sempre devemos ter um olhar atento sobre os autores das histórias originais a respeito daquilo que desejam nos fazer crer a qualquer preço, devemos ter sempre em mente que somos protagonistas, a cada dia atuamos e fazemos história. Precisamos lembrar-nos do semáforo e, sobretudo não aceitar o que vem pronto, em cores definidas, devemos estar atentos, pois hoje as relações com as autoridades (por nós contratados, para trabalhar em NOSSA defesa por longos 4 anos bem remunerados) são mais sofisticadas e, em nome do fortalecimento da democracia, muitas vezes somos enrolados. Estas velhas práticas de repetir mentiras ou falsear a realidade já não produzem mais os mesmos encantamentos.
Temos consciência de que a Sociedade Civil necessita exercer sua responsabilidade, medindo com régua e compasso o desempenho dos governos, para assegurar que o dinheiro pago nos impostos seja aplicado em políticas públicas de desenvolvimento. Pois é para tal fim que existe o Estado e a obrigação de trabalhar para o “bem comum” está assegurado em lei e não deve ser tratado como “favor” a sociedade, somente com o interesse público em forma de participação e fiscalização poderemos assegurar que os avanços sejam positivos individual ou coletivamente.


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