Resultado de 4 a 2, construído com autoridade, dá força a Paulo Pezzolano para o começo do campeonato nacional
Foto: Inter comemorou a vitória no clássico.
Renan Mattos / Agencia RBS O 4 a 2 no Gre-Nal veio em uma hora fundamental para a temporada. Sim, é janeiro. É quinta rodada da primeira fase do Estadual. Mas acima de tudo, a vitória no clássico ocorreu a três dias da estreia no Brasileirão. Um resultado construído em uma partida de entrega, força e dedicação, com a importância que o jogo tem para a cultura gaúcha. E que dá tranquilidade para esse começo de campeonato nacional e vira a chave definitivamente para 2026.
Antes do clássico, era unânime o favoritismo do Grêmio. Menos pressionado, com desempenho mais elogiado, o time de Luís Castro chegou ao Beira-Rio apontado como possível vencedor do clássico. Mas durante basicamente os 90 minutos, o Inter se impôs.
— O clássico é um campeonato à parte. Sabemos que o rival trouxe jogadores com hierarquia e nós estamos com dificuldades financeiras, e tentamos igualar isso com energia. Se estivermos todos juntos dentro e fora de campo, podemos conseguir coisas importantes. Estou orgulhoso porque representamos os torcedores. Não jogamos com 11, jogamos com 12. A torcida nos ajudou muito. E é por eles também que jogamos — disse o técnico Paulo Pezzolano.
Na visão do Inter, o Gre-Nal foi o encerramento simbólico da temporada passada. A dificuldade, especialmente na parte final do ano, com a manutenção na Série A obtida apenas na última rodada, deixou um aprendizado. E a ordem, agora, é olhar para a frente.
— Tudo o que vivemos em 2025 ficou para trás. Colocamos uma pedra em cima. Vamos olhar para a frente — declarou o diretor-executivo Fabinho Soldado.
O dirigente evitou empolgações exageradas. Manteve o discurso de pé no chão e reforçou a dificuldade financeira do clube. Ele afirmou:
— Os meninos vão batalhar muito. Eles estão demonstrando isso nos jogos. Vamos ter sempre um time aguerrido em campo. As conquistas virão através de trabalho. Não vamos passar uma mensagem de título, mas de comprometimento.
E nada mais emblemático para encerrar a temporada passada e iniciar a próxima do que Borré fazer dois gols. Criticado na temporada passada, com desempenho reconhecidamente abaixo de suas capacidades, o atacante colombiano fez o segundo e o terceiro da virada colorada.
— É um time que se prepara mentalmente para esses momentos. Os rivais tiveram momentos importantes na partida e soubemos nos impor — comemorou.
Na quarta-feira, o Inter recebe o Athletico-PR na abertura do Brasileirão. Depois da desconfiança, é consenso que a equipe chega embalada.
— Depois de ganhar um Gre-Nal, você está chegando no momento melhor. Gostaria de ter mais treinos, mais tempo de testar variações táticas. Estamos do jeito ideal, como quero? Não. Mas estamos dentro do ideal do que é possível — resumiu Pezzolano.
Se não vive perspectiva de título, a vitória no Gre-Nal, do jeito que foi, renova esperanças de um ano mais tranquilo. O clássico muda muito no Estado.
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