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A volta da carestia – primeira parte

4 de janeiro de 2018

Para os milhões de brasileiros que não estão entendendo o fato de que a alta de preços, especialmente dos itens “controlados” (como combustíveis, energia, gás de cozinha), não tem “aumentado” a inflação é preciso lembrar que este fenômeno se chama carestia.

Na inflação as coisas parecem que ficam mais caras. Na carestia elas realmente ficam mais caras. Na inflação, ou no aumento de índices, o que temos é um efeito que pode não se traduzir em aumento real, pode não ser repassado ou pode ser atenuado com os aumentos nominais nos salários ou reais que recuperam o poder de compra.

Na carestia não. Ali o que se sente é além da variação dos índices inflacionários o ganho menor com a falta de recuperação dos salários, por exemplo, e a baixa ou a ausência de renda que um desemprego provoca, ou ainda, o resultado de um “ajuste” que faça com que determinado trabalho ou tarefa seja remunerado por valor mais baixo.

Hoje nos temos um aumento inflacionário provocado por aumento dos combustíveis, do gás de cozinha e da energia que somados aos aumentos de preços de alimentos com impactos sazonais ou direcionados a exportação provocam uma carestia, ampliada ainda mais quando o dinheiro acaba em função do desemprego por exemplo.

Recuperar o poder de compra dos trabalhadores, produzir mais alimentos e mudar a política dos preços dos produtos administrados como combustíveis e energia é a necessidade que se impõe. Fazer isto e dar um basta no desmonte de direitos do nosso povo é o desafio que se apresenta para 2018. Lembrando: Eleição sem Lula é golpe.

 

Natanael Mücke
Economista – CRE-RS 6593
(55) 3321 1300 – 1314 
Secretaria de Planejamento e Finanças de Cruz Alta


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