Destaque colorado na estreia do Gauchão, meio-campista foi contratado em 2024
Foto: Benjamin em ação pelo Dansoman Wise XI.
Dansoman Wise XI / Divulgação Ainda antes de encontrarem o Brasil, os portugueses aportaram no que, depois, foi batizado de Costa do Ouro, uma faixa de terra onde, hoje, localiza-se Gana. No mesmo local, o Inter foi em busca de um outro tipo de riqueza e encontrou Benjamin Arhin. O meio-campista foi o principal destaque no 2 a 1 sobre o Novo Hamburgo, na estreia colorada no Gauchão.
O jogador foi contratado em setembro de 2024. Após uma viagem por Senegal, um time de base do Inter disputou uma competição de quatro dias em Gana. No torneio, Benjamin se destacou.
O interesse virou oferta. Após um período emprestado, a direção colorada desembolsou 200 mil euros (R$ 1,2 milhão pela cotação atual) por 50% dos direitos econômicos do ganês. A Udinese também demonstrou interesse no adolescente.
Em Acra, capital do país africano, dois olhos atentos assistiram à partida contra o Novo Hamburgo. Dono do Dansoman Wise XI FC, clube formador de Benjamin, Daniel Kotuley detém a outra metade do jogador.
— O Benjamin que eu conheço pode jogar ainda mais do que ontem (domingo). Sei exatamente do que ele é capaz — destaca o otimista Kotuley.
O movimento realizado pelo Inter pode se transformar em uma tendência. Ceará e Bragantino são outras equipes brasileiras a beberem da fonte ganesa.
— A captação de talentos no futebol ganês é uma tendência do mercado. É um país que tem formado e exportado diferentes perfis de atletas. Benjamim vem de uma academia que formou jovens atletas para a seleção de base em Gana recentemente — observa o jornalista Luís Fernando Filho, do portal Ponta de Lança, especializado no futebol africano.

Benjamin nasceu em Senya Beraku, banhada pelo mesmo Golfo da Guiné por onde os portugueses chegaram naquela terra. Mas foi por um clube amador de Weija Gbawe, nos arredores de Acra, que chamou atenção pela primeira vez.
Um observador do Dansoman Wise gostou do seu estilo, em 2021. Chamou Kotuley para analisá-lo melhor. Desde o primeiro treino, o dirigente mostrou apreço pelo garoto, hoje com 19 anos. Os dois passaram a ter uma relação próxima.
Capitão do time, Benjamin virou figura frequente na casa dos Kotuley. Nas férias, levou para o amigo uma camisa do Inter.
— Ele é um lutador. Odeia perder. Ele mostra esse espírito no seu estilo de jogo. Ele tem uma inteligência de jogo de alto nível. É um jogador para o alto nível. A atitude dele combinada com o talento o torna especial — exalta Kotuley.
Entusiasmado e interessado, Kotuley não pensa pequeno quando faz projeções sobre o meio-campista colorado.
— Estou orgulhoso do crescimento dele. Não será surpresa vê-lo no Real Madrid. A trajetória dele está apenas começando.
Após quase um ano e meio em Porto Alegre, Benjamin ainda se adapta à nova realidade. Principalmente à língua. Aprender o português ainda é um desafio para ele.
O jogador garante entender o que falamos, mas não desenvolveu muito a sua fala. Após a partida contra o Novo Hamburgo, concedeu entrevista às redes sociais do Inter. Os passes arriscados durante a partida não se repetiram no microfone.
— Obrigado, e vamo, vamo Inter! — limitou-se a dizer.
Português ou inglês? Para o torcedor do Inter tanto faz, desde que Benjamin siga fluente na linguagem da bola.
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