"Levar a vida na brincadeira e namorar bastante também", aconselha idosa que completou 114 anos em Santo Ângelo - Agora Já -

“Levar a vida na brincadeira e namorar bastante também”, aconselha idosa que completou 114 anos em Santo Ângelo



Embora não haja confirmação oficial sobre recordes de longevidade, a idosa pode estar entre as pessoas mais velhas do Brasil

Foto: Brincalhona, Dejanira chama a atenção pela saúde e lucidez. Tamires Hanke / Grupo RBS
19 de maio de 2026

No documento de identidade, os dados revelam: Dejanira Aguiar nasceu em 18 de maio de 1912 em Santo Ângelo, no noroeste do RS. A idosa completou 114 anos na segunda-feira. Mãe de 11 filhos, ela viu a família crescer e envelhecer ao longo das décadas.

Hoje, cinco filhos estão vivos, e além deles, a família soma 20 netos e 10 bisnetos. Sobre tataranetos, ela brinca que acredita ter, mas não sabe ao certo, porque parte da família mora longe.

— Não adianta se incomodar por qualquer coisa. Tem que levar a vida mais na brincadeira, uma vida mais leve. E namorar bastante também. Isso faz bem pra saúde — aconselha, bem-humorada.

Não existe confirmação oficial sobre recordes de longevidade, mas ela pode estar entre as pessoas mais velhas do Brasil. A comemoração do aniversário aconteceu em um lar de idosos, onde ela vive há pouco mais de um ano. Cercada pela família, pelos moradores da casa e pelas cuidadoras, a festa teve tudo o que ela mais gosta: música e churrasco.

No espaço, decorado para a festa, não faltou música antiga, romântica e vinho, que ela recebeu de presente de um convidado. Questionada sobre o segredo para viver tanto, Dejanira recomenda tranquilidade e paciência, além de uma receita com vinho que segue até hoje.

— Tem que fazer uma gemada, bater dois ovos e tomar com vinho seco. Não pode ser vinho suave. Quando meu finado marido era vivo, nós tomava todo dia — lembra.

Lúcida e bem-humorada

Tamires Hanke / Grupo RBS
Brincalhona, Dejanira chama a atenção pela saúde e lucidez. Tamires Hanke / Grupo RBS

Mesmo aos 114 anos, a idosa impressiona pela lucidez. Conversa com facilidade, lembra detalhes da infância e fala sobre a própria rotina com bom humor. Ela conta que sempre teve uma alimentação simples e saudável, baseada em “comida de verdade”.

— Eu comia pepino com casca, essas coisas da roça mesmo. E gosto de carne, mas tem que ser carne gorda — brinca.

Segundo os familiares, Dejanira recebe visitas praticamente todos os dias e mantém uma relação muito próxima com filhos e netos. Ela também chama atenção pela saúde, já que não toma medicamentos contínuos, apenas um remédio para dormir.

Entre as inúmeras curiosidades da rotina, uma chama atenção. A senhora diz que não consegue dormir de roupa, nem durante o inverno.

— Me dá agonia. Tiro até o cobertor — completa, aos risos.

Fonte : GZH 

Foto : Tamires Hanke / Grupo RBS


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