Ciro Gomes, Sergio Moro, Tasso Jereissati, Romeu Zema e mais: os apoios que Lula e Bolsonaro já receberam no segundo turno - Agora Já -

Ciro Gomes, Sergio Moro, Tasso Jereissati, Romeu Zema e mais: os apoios que Lula e Bolsonaro já receberam no segundo turno



Presidenciáveis buscam alianças estratégicas para poder vencer nas urnas em 30 de outubro

Foto: NELSON ALMEIDA/AFP EVARISTO SA/AFP / Arte GZH
5 de outubro de 2022

Depois das eleições de domingo (2), quando ficou decidido que haveria um segundo turno para escolher quem assumiria a Presidência da República, os dois candidatos mais votados, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), começaram a buscar alianças para alavancarem suas candidaturas junto a novos eleitores para a disputa final do pleito.

Assim, ambos passaram a conversar com partidos que não avançaram na briga pelo Palácio do Planalto, com políticos eleitos nos Estados e, também, com personalidades importantes nacionalmente. Lula e Bolsonaro esperam, com uma rede de apoio mais ampla, conquistarem os votos que ainda faltam.

Confira, abaixo, quem já declarou apoio aos candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais.

PDT e Ciro Gomes

No começo da tarde desta terça-feira (4), o PDT anunciou que irá apoiar Lula no segundo turno das eleições presidenciais. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, após reunião da executiva da legenda.

— Tomamos uma decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula — disse, afirmando que Ciro Gomes, ex-candidato do partido, apoiaria “integralmente” a decisão.

De fato, Ciro, que ficou em quarto lugar no primeiro turno das eleições no domingo, anunciou logo em seguida que “acompanha a decisão do seu partido” de apoiar Lula no segundo turno da disputa presidencial.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, sem citar o nome de Lula ou de seu partido, o pedetista afirmou que a decisão foi crítica:

— Frente às circunstâncias, é a última saída. Lamento que a trilha democrática tenha se afunilado ao ponto que reste aos brasileiros duas opções, ao meu ver, insatisfatórias — disse.

Sergio Moro

Juiz da Lava Jato e, agora, senador eleito pelo Paraná, Sergio Moro (União Brasil) declarou, nesta terça-feira, apoio a Jair Bolsonaro, de quem foi ministro da Justiça entre 2019 e 2020 e, ao deixar o cargo, acusou o presidente de interferir na Polícia Federal (PF).

Em sua conta no Twitter, Moro escreveu: “Lula não é uma opção eleitoral, com seu governo marcado pela corrupção da democracia. Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro”.

Bolsonaro, por sua vez, afirmou, após saber de apoio de Moro, que “está superado tudo” e que “daqui para a frente, é um novo relacionamento”.

— Apaga-se o passado e qualquer divergência que porventura tenha ocorrido. Sergio Moro foi uma pessoa que, realmente, mostrou o que era corrupção no Brasil, levando dezenas de pessoas a condenações, e deu uma nova dinâmica, muita esperança ao país naquele momento — declarou o candidato à reeleição.

Romeu Zema

Governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também formalizou, nesta terça-feira (4), em coletiva de imprensa, apoio a Bolsonaro no segundo turno das eleições.

— Não poderia também deixar neste momento de estarmos aqui, colocando as nossas divergências de lado, eu sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro. Sabemos que em muitas coisas convergirmos e em outras, não. Mas é o momento em que o Brasil precisa caminhar para frente, e eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário (Lula) — afirmou Zema.

Ele declarou ter herdado uma “tragédia” do governo petista de Fernando Pimentel em Minas Gerais e que esse foi um dos motivos que o levou a Brasília para declarar apoio ao candidato do PL.

Bolsonaro agradeceu ao governador e destacou que, apesar de ter apoiado formalmente outro candidato em Minas Gerais, o senador Carlos Viana (PL), também sempre destacou a boa gestão de Zema.

— Esse apoio é decisivo, e vamos ter, em Minas Gerais, uma boa diferenciação para o adversário (Lula) — avaliou.

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é considerado estratégico na campanha e deverá ser visitado por Bolsonaro em pelo menos três ocasiões até o dia do pleito, em 30 de outubro.

Armínio Fraga

O economista Armínio Fraga, presidente do Banco Central (BC) durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso e nome importante na gestão do tucano, declarou seu voto em Lula no segundo turno.

— Vou declarar apoio a Lula. Pensei em anular para indicar pouca confiança nos dois finalistas, pensando nas oportunidades desperdiçadas pelo PT no poder. Não vejo uma margem suficiente e, como já disse, os riscos aumentaram — declarou ao Estadão.

Cláudio Castro

Reeleito governador no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), assim como Romeu Zema, esteve em Brasília nesta terça-feira para reforçar apoio a Bolsonaro no segundo turno das eleições.

— Como sou do partido (PL) e apoiador do presidente, não tinha como não vir aqui e me esforçar muito para o Rio ser a capital da reeleição de Bolsonaro — afirmou Castro, em coletiva de imprensa.

O presidente Bolsonaro, que estava ao lado de Castro na coletiva, agradeceu o apoio e reafirmou os laços criados entre o governo federal, durante seu mandato, e o governo do Rio de Janeiro.

— Sempre tivemos um bom relacionamento com o Rio de Janeiro, desde quando Cláudio Castro assumiu. Passamos pela pandemia e criamos juntos o Auxílio Emergencial, que fez com que a economia não colapsasse. Quem ganha é o Rio e o brasileiro — pontuou Bolsonaro.

Cidadania

O partido Cidadania anunciou, nesta terça-feira, apoio a Lula no segundo turno da disputa pela Presidência da República, após uma reunião da Executiva da legenda.

— O partido decidiu pelo apoio ao candidato do PT no segundo turno. Uma decisão que foi quase por unanimidade. Tivemos três votos defendendo neutralidade. E unanimidade contra Bolsonaro. Ele, nesses quatro anos, demonstrou o seu total desrespeito às instituições democráticas. Por causa de todo esse risco, vamos votar no número 13 — declarou Roberto Freire, presidente do partido.

Ana Amélia Lemos

Senadora que tentou a reeleição neste ano, Ana Amélia Lemos (PSD) confirmou que votará pela terceira vez em Bolsonaro no dia 30 de outubro.

— Não vou sair por aí de bandeirinha, fazendo campanha, mas meu voto será dele, em respeito aos meus eleitores, que não querem o PT de volta ao poder — disse Ana Amélia à coluna de Rosane de Oliveira em GZH.

Vale lembrar que Ana Amélia, em 2018, na disputa pelo Planalto, foi companheira de chapa de Geraldo Alckmin (PSB), que hoje é vice de Lula.

Tasso Jereissati

Ex-presidente do PSDB e senador pelo Ceará, Tasso Jereissati declarou nesta segunda-feira (3) apoio a Lula, depois de ter ficado ao lado de Simone Tebet (MDB) no primeiro turno.

— Minha posição é Lula. Evidente que o partido tem que discutir alguns pontos com a equipe dele, mas o que está em jogo para nós é a democracia e a democracia acima disso tudo. E esperando que Lula se comprometa com um governo de pacificação — disse.

Lucas Redecker

Presidente licenciado do PSDB no Rio Grande do Sul, Lucas Redecker, usou as redes sociais nesta segunda-feira (3) para declarar apoio a Jair Bolsonaro.

“Para à presidência, a maior preocupação é o não retorno do método de governo que o PT apresentou enquanto esteve à frente presidência da república. Com isso, o melhor caminho para o Brasil é o presidente Bolsonaro”, escreveu no Twitter.

À coluna de Rosane de Oliveira, Redecker, que foi reeleito como deputado federal, explicou que o apoio a Bolsonaro é um posicionamento pessoal, e não do partido.

José Serra

Senador pelo PSDB de São Paulo, José Serra oficializou na noite desta terça-feira (4) apoio ao ex-presidente Lula (PT) no 2º turno da eleição presidencial. Os dois foram rivais na eleição de 2002, quando o petista conquistou o primeiro mandato como presidente.

Ao mesmo tempo, sem enxergar problema, Serra declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa ao governo de São Paulo. Tarcísio é o candidato de Bolsonaro, e disputa o segundo turno contra Fernando Haddad (PT).

As indefinições

Soraya Thronicke

Na manhã desta terça-feira (4), a senadora do Mato Grosso do Sul e presidenciável nas eleições de 2022, Soraya Thronicke (União Brasil), participou do programa Timeline, da Rádio Gaúcha, onde afirmou que não apoiará nenhum dos candidatos que concorrem no segundo turno. Com 600.955 votos, a senadora ficou em quinto lugar nas eleições presidenciais.

— A ideia é deixar em aberto para cada um do partido decidir o voto. A nível de país, acredito que eu vá me calar — comentou.

Simone Tebet

Terceiro lugar no primeiro turno das eleições, Simone Tebet (MDB) ainda não declarou seu apoio a nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições, apesar de ter afirmando, ainda no domingo, que já tem um lado e que não é para esperar dela omissão.

Nesta terça-feira, Lula afirmou que já procurou Simone em busca de apoio na campanha do segundo turno e disse, no entanto, que a negociação de apoio deve ser feita por meio das instâncias partidárias.

 

*Fonte: GaúchaZH


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