Ex-coordenador do Procon de Passo Fundo é indiciado por apropriação de valores de idosos que buscavam atendimento - Agora Já -

Ex-coordenador do Procon de Passo Fundo é indiciado por apropriação de valores de idosos que buscavam atendimento



Pelo menos sete vítimas procuraram a Polícia Civil. Crimes aconteceram entre fevereiro e abril deste ano

Foto: Peculato ocorreu durante atendimentos dentro do Procon de Passo Fundo. Reprodução RBS TV / Divulgação
21 de julho de 2025

A Polícia Civil indiciou o ex-coordenador do Procon de Passo Fundo, William Rangel, por peculato, crime contra a administração pública caracterizado pela apropriação de valores. Ele teria feito, pelo menos, sete vítimas entre fevereiro e abril deste ano.

Conforme a investigação, o então funcionário do Procon recebia idosos que reclamavam de valores descontados de suas contas bancárias e outros problemas. Rangel pedia o aparelho celular da vítima e fazia empréstimos e transferências bancárias para contas de terceiros.

Em um dos casos, o ex-coordenador foi até a casa de uma das vítimas para ter acesso a senha do banco. Após perceberem as movimentações, os idosos procuraram a Polícia Civil.

Os fatos foram investigados pelo Cartório do Idoso da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente. De acordo com o delegado Mario Pezzi, foram remetidos ao judiciário sete inquéritos.

— A investigação durou cerca de três meses, a fim da qual entendemos que está caracterizado o crime de peculato, visto que o investigado é funcionário público. Embora ele tenha se apropriado de bens de particulares, ele era funcionário público. Portanto, caracteriza-se aí possível o crime de peculato — explicou o delegado.

Ao longo da investigação, Rangel prestou depoimento e confessou ter feito as transferências indevidas. As ações teriam ocorrido por conta do vício em jogos que se transformou em dívidas.

Vítimas foram ressarcidas

Procurado pela reportagem, William Rangel disse que lamenta as suas ações e que já ressarciu todas as vítimas. Segundo ele, está realizando tratamento psiquiátrico e psicológico para ludopatia, que é o vício em jogos.

A prefeitura de Passo Fundo, órgão responsável pelo Procon da cidade, também foi procurada. Através do secretário de Desenvolvimento Econômico, Adolfo de Freitas, informou que, logo ao tomar conhecimento do caso, exonerou o então coordenador da unidade.

O secretário informou ainda que a prefeitura não foi demandada para ressarcir nenhuma das vítimas até então. Em sua passagem pelo Procon, Rangel ocupava um cargo de confiança.

Ex-coordenador é investigado no caso Apac

Antes de atuar no Procon, William Rangel trabalhava na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Passo Fundo. Ele é um dos investigados pelo Ministério Público em ação que apontou o acobertamento de fugas de detentos do local.

Rangel chegou a se preso em abril deste ano e teve o celular apreendido. Foi liberado através de habeas corpus e responde o processo em liberdade.

Fonte : GZH 
Foto : Reprodução RBS TV / Divulgação

 


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