Casa prisional terá 800 vagas e vai ajudar a desafogar o atual presídio. Objetivo é que nova unidade receba apenas condenados
Em construção às margens da BR-285, a nova cadeia pública de Passo Fundo tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2026. A casa prisional terá capacidade para 800 detentos e já é considerada uma estrutura modelo no sistema penitenciário do Rio Grande do Sul.
Ao todo, o investimento é de R$ 125 milhões, sendo R$ 76 milhões do Estado e o restante da União. Segundo o secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, a cadeia de Passo Fundo será referência em segurança e de ressocialização.
— Com certeza no ano que vem vai estar pronta. Trabalhamos muito na questão da segurança, não só no cumprimento da pena, mas para capacitá-las para quando saírem do presídio também — disse.
As obras começaram no fim de maio e, segundo o Estado, está com o cronograma dentro do estipulado inicialmente. Hoje cerca de 70 funcionários trabalham no local, que terá 18 mil metros quadrados de área construída.
A cadeia terá cerca de cem celas, cada uma com espaço para oito detentos. Além da ala prisional, o projeto prevê locais voltados à convivência, refeitório e trabalho dos apenados, além de áreas para educação e atendimento em saúde.
De acordo com a delegada penitenciária da 4ª Delegacia Regional, Manuela Lemos, a estrutura é construída em módulos, o que permite maior agilidade para o avanço das obras.
A expectativa é que a estrutura ajude a desafogar o atual Presídio Regional de Passo Fundo, interditado desde dezembro de 2023 devido à superlotação. Com capacidade para 307 detentos, o local chegou a abrigar mais de 700 pessoas.
Por isso, o presídio deve ser reformado e ampliado. Depois que a cadeia pública abrir, o prédio atual abrigará apenas detentos provisórios e preventivos, enquanto a nova unidade será destinada para detentos já condenados.
— A nova cadeia vem para desafogar toda a 4ª Região Penitenciária. Será uma penitenciária modelo, com oportunidades de estudo, trabalho e saúde. É um modelo para que a gente consiga realmente trabalhar a ressocialização — explicou a delegada.
Além da cadeia pública de Passo Fundo, o Estado prevê a construção de outros quatro presídios no Rio Grande do Sul.
Com as novas unidades e as ampliações previstas em casas prisionais já existentes, o Estado pretende criar mais de 5 mil vagas até o fim do ano que vem e, assim, enfrentar o problema de superlotação nas penitenciárias gaúchas.