Rosa Weber assume presidência do STF nesta segunda-feira - Agora Já -

Rosa Weber assume presidência do STF nesta segunda-feira



Foram convidadas 1,3 mil pessoas para a posse, incluindo todos os candidatos à Presidência e os ex-presidentes da República

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
12 de setembro de 2022

A ministra Rosa Weber assume a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (12). Ela sucede o ministro Luiz Fux, que esteve à frente da Corte nos últimos dois anos. O evento será às 17h, na sede do tribunal. Foram convidadas 1,3 mil pessoas – dessas, 350 para o plenário. A ministra convidou todos os candidatos à Presidência.

Até o momento, os dois mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), não confirmaram presença. Em campanha pelo Nordeste, Simone Tebet (MDB) não deve comparecer. Ciro Gomes (PDT) e Soraya Thronicke (União) têm o evento em suas agendas e devem estar presentes.

Também foram chamados todos os ex-presidentes. Os emedebistas Michel Temer e José Sarney já confirmaram presença.

Rosa Weber foi vice-presidente de Fux no último biênio e agora terá como vice o ministro Luís Roberto Barroso. A ministra ficará apenas um ano à frente da Corte – não cumprirá dois anos de mandato, como é regra, porque se aposentará em outubro de 2023.

Quando eleita, em agosto, Weber disse que exercerá a presidência com “serenidade” e destacou que “nestes tempos tumultuados que nós estamos vivendo, o exercício deste cargo trata-se de um imenso desafio”.

Legado de Fux

A presidência do seu antecessor, Luiz Fux, foi marcada por ataques ao STF, principalmente por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) e de apoiadores dele. Um dos momentos mais tensos foi no feriado do 7 de setembro de 2021, quando manifestantes bolsonaristas tentaram invadir o STF e furaram o bloqueio da Polícia Militar no acesso à Corte. No mesmo dia, o presidente fez manifestações golpistas e disse que não cumpriria ordens do ministro Alexandre de Moraes.

O discurso de Fux no dia seguinte, em defesa das instituições e em repúdio aos atos antidemocráticos, foi considerado o mais firme da gestão dele.

Apesar do temor de que houvesse novas tentativas de invasão no feriado da Independência de 2022, o evento não se repetiu. Mas, nas ruas, foram frequentes os ataques à Corte e pedidos de destituição dos ministros do STF.

Em seu discurso de despedida na última quinta-feira, 8, o Fux disse que “não houve um dia sequer em que a legitimidade das nossas decisões não tenha sido questionada, seja por palavras hostis, seja por atos antidemocráticos”.

Além do enfrentamento aos ataques à Corte, o STF tomou importantes decisões no período em que Fux esteve na Presidência. Entre elas, a decisão que absolveu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de condenações da Operação Lava Jato e a equiparação do crime de injúria racial ao racismo, tornando-o imprescritível.

 

*Fonte: GaúchaZH


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